Peruíbe

Lagarta com cerdas urticantes é vista em Peruíbe; ela forma mariposa com 'olhos' nas asas

De acordo com especialistas, essa lagarta (Automeris illustris) pode queimar ao ser tocada, sendo frequente o relato de acidentes

Márcio Ribeiro, de Peruíbe para o Diário

Publicado em 30/03/2026 às 21:32

Atualizado em 30/03/2026 às 21:58

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Quem fez a foto foi o estudante Oliver Silva, que achou o bicho muito bonito / Oliver Silva

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Uma lagarta relativamente comum no litoral de São Paulo foi fotografada em Peruíbe. Ela possui cerdas urticantes que podem causar desconforto, sendo comum encontrá-la em árvores como o chapéu-de-sol, abundante nas cidades costeiras. Se for deixada em paz, ela se transforma em uma linda mariposa que vai enfeitar os céus e ainda polinizar plantas.

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Quem fez a foto foi o estudante Oliver Silva, que achou o bicho muito bonito, diferente e, por isso, resolveu fotografar para mandar para os pais."

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“Eu vi a lagarta no meu caminho quando voltava da escola e logo fotografei. Espero que ninguém faça nenhum tipo de mal, que ela possa viver em paz e siga o seu caminho”, disse.

De acordo com especialistas, essa lagarta (Automeris illustris) pode queimar ao ser tocada, sendo frequente o relato de acidentes. Ela pode afetar plantações de diversas espécies de vegetais, principalmente as de eucalipto, sendo considerada praga em partes dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. 

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No Brasil, além destes três estados e do Rio de Janeiro, pode ser encontrada também na Bahia e em Goiás, com registros em plantações do Maranhão, Alagoas e Ceará. Além do Brasil, ela habita diversos países das Américas, entre o México e a Argentina.

A lagarta é considerada praga em partes dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo / Oliver Silva
A lagarta é considerada praga em partes dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo / Oliver Silva
Ao encontrá-la, a orientação é não maltratar ou tentar remover o animal à força / Oliver Silva
Ao encontrá-la, a orientação é não maltratar ou tentar remover o animal à força / Oliver Silva
Além do Brasil, ela habita diversos países das Américas, entre o México e a Argentina / Oliver Silva
Além do Brasil, ela habita diversos países das Américas, entre o México e a Argentina / Oliver Silva
A mariposa dessa lagarta é de porte médio e possui camuflagem de folha seca / Oliver Silva
A mariposa dessa lagarta é de porte médio e possui camuflagem de folha seca / Oliver Silva

A mariposa dessa lagarta é de porte médio e possui camuflagem de folha seca, com suas asas marrons ou acinzentadas. Possui duas grandes manchas que parecem olhos, que servem para assustar predadores. As fêmeas costumam ser maiores e mais escuras que os machos.

Em caso de contato acidental, a recomendação de órgãos de saúde é lavar o local apenas com água fria ou compressas geladas, evitando o uso de substâncias caseiras que possam agravar a irritação. Caso os sintomas persistam ou surjam reações alérgicas mais graves, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima para receber o atendimento adequado.

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Além dos cuidados com a saúde, é importante respeitar o ciclo de vida da lagarta. Ao encontrá-la, a orientação é não maltratar ou tentar remover o animal à força, permitindo que ele siga seu curso natural até a metamorfose. Preservar essas espécies é fundamental para o equilíbrio do ecossistema local, garantindo que as futuras mariposas continuem desempenhando seu papel essencial na polinização da flora das regiões onde habitam.

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