Peruíbe

Fundação Florestal reforça preservação de Peruíbe com demolição em área protegida

O órgão ambiental justificou que o imóvel não pertencia a comunidade tradicional da região e disse que a ação ocorreu sem resistência

Da Reportagem

Publicado em 24/03/2026 às 19:48

Atualizado em 24/03/2026 às 19:48

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O Governo do Estado de São Paulo derrubou casas na Vila Barra do Una, em Peruíbe / Reprodução

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A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), informou nesta terça-feira (24) que a demolição de um imóvel na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Barra do Una, em Peruíbe, foi realizada em cumprimento a uma decisão judicial que determinou a retirada de construções em área de ocupação irregular.

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Segundo o órgão, o imóvel demolido era uma casa de veraneio e não pertencia a nenhuma comunidade tradicional reconhecida da unidade de conservação. A área já havia sido incorporada ao patrimônio público estadual após decisão da Justiça, o que autorizou a execução da medida.

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De acordo com a fundação ambiental, a ação ocorreu de forma pacífica e o imóvel estava desocupado no momento da demolição. Entenda mais aqui.

Área protegida

A RDS Barra do Una integra o Mosaico de Unidades de Conservação Juréia-Itatins, conjunto de áreas protegidas no litoral sul paulista. Esse tipo de unidade de conservação tem como objetivo conciliar a preservação ambiental com o modo de vida de populações tradicionais, como as comunidades caiçaras, que têm direito reconhecido de permanência e uso sustentável do território.

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A Fundação Florestal ressaltou que a retirada do imóvel não afeta essas populações e segue critérios legais voltados à proteção ambiental e à regularização fundiária da área.

Histórico de intervenções

Ainda segundo o governo estadual, ações recentes vêm sendo realizadas na região para conter impactos ambientais. Em 2025, foi executado um enrocamento na Barra do Una, estrutura voltada a reduzir o avanço do mar, fenômeno associado às mudanças climáticas, e proteger a faixa costeira e a comunidade tradicional local.

A fundação afirmou que suas ações seguem a legislação ambiental vigente e decisões judiciais, com foco na preservação da área e na garantia de direitos das populações reconhecidas.

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