Peruíbe
O município atrai pesquisadores e curiosos ao oficializar o estudo de fenômenos aeroespaciais não identificados
Ufólogos acreditam que buraco em matagal foi feito em visita extraterrestre / Divulgação
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Peruíbe tem se destacado nacionalmente pela alta incidência de relatos ufológicos, que incluem avistamentos, supostos vestígios de pouso e fenômenos aéreos não identificados. Esse histórico vem consolidando o município como um dos principais polos de ufologia do Brasil, atraindo pesquisadores, curiosos e visitantes interessados no tema. A cidade é apontada como a primeira do país a contar com um roteiro ufoturístico, além de promover eventos regulares relacionados ao assunto.
"Quando a noite desce sobre as trilhas, cachoeiras e antigas ruínas de Peruíbe, visitantes e moradores afirmam que nem sempre o que se vê no céu é simples luz de avião", relatam frequentadores de atividades noturnas na região.
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O pesquisador e ufólogo Ivan Lima atribui a quantidade de relatos à biodiversidade e às extensas áreas preservadas do município, especialmente nas matas da Jureia. "A ufologia mundial registra casos de supostas coletas realizadas por seres em áreas específicas. Acredito que Peruíbe não estaria fora desse tipo de estudo por entidades de outros planetas", afirma.
Outra hipótese levantada pelo pesquisador envolve a presença de minerais pesados, como tório e urânio, comuns em determinadas áreas do litoral paulista e associados a relatos semelhantes em outras partes do mundo. Também são citadas teorias sobre a existência de portais dimensionais na cidade, que poderiam servir como rotas de deslocamento entre diferentes pontos do planeta ou mesmo da galáxia.
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"Peruíbe, localizada no pé da Serra do Guaraú, possui trechos de areia fina e monazítica, de tonalidade escura. Essas areias são ricas em minerais pesados e emitem radiação de baixa intensidade. Em diversas regiões do mundo existem relatos de avistamentos em áreas com minerais radioativos", explica Ivan Lima.
Além do histórico de relatos, a cidade reúne imagens amadoras, trilhas noturnas e eventos temáticos que reforçam sua posição no cenário ufológico nacional. O pesquisador Saga Suseliton tem divulgado o nome do município em todo o Brasil e organiza congressos, vigílias e roteiros que mapeiam pontos recorrentes de avistamento, como a Pedra da Serpente, as Ruínas do Abarebebê, a Cachoeira do Perequê e a Trilha do Mirante, entre outros.
Apesar do grande volume de registros, especialistas alertam para a necessidade de rigor técnico na análise dos casos. "Grande parte das evidências é amadora e carece de verificação técnica, como metadados, análise forense e cruzamento com registros meteorológicos e de tráfego aéreo", afirma Saga. Segundo ele, a comunidade local reúne diferentes interpretações da hipótese extraterrestre a explicações envolvendo drones, fenômenos atmosféricos ou construções socioculturais e defende uma abordagem multidisciplinar para a apuração dos relatos.
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Os registros locais variam de luzes com trajetórias incomuns a vídeos captados por celulares. Para os pesquisadores, o avanço de um caso do campo da curiosidade para uma avaliação científica depende da preservação de informações como horário, coordenadas e condições meteorológicas. "É essencial documentar cada testemunho com respeito, sem abrir mão de protocolos de investigação", ressalta.
Embora não seja possível determinar com precisão por que Peruíbe concentra tantos relatos, o município ocupa hoje um lugar de destaque no mapa ufológico brasileiro. Nesse contexto, a ANUBIS Agência Nacional e Internacional de Ufologia anunciou sua criação, com sede provisória em Peruíbe, com a proposta de atuar como referência no estudo e na investigação de fenômenos aeroespaciais não identificados (UAP) no Brasil e no exterior.