Santos gera mais de 10 mil empregos em seis meses, aponta Nese

Já o índice de desemprego se mantém estável em 10,8%, sendo o número de desempregados de 1.144

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18 JAN 201310h44

A cidade de Santos gerou 10.270 empregos em seis meses, mantendo um crescimento progressivo desde setembro de 2008. Já o índice de desemprego se mantém estável em 10,79%, o que em números absolutos representa 1.114 desempregados em março deste ano. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na cidade de Santos, do Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (NESE) da Universidade Santa Cecília (Unisanta), divulgada ontem.

Segundo o coordenador de pesquisas do NESE, Jorge Manuel de Souza Ferreira, o levantamento apresenta um saldo positivo considerando a geração de empregos e a tendência de estabilidade no desemprego que apresenta índices muito próximos em torno de 10,8%, nas últimas três pesquisas. Os estudos são realizados a cada seis meses.

Ainda segundo a pesquisa, a População Economicamente Ativa (PEA) aumentou de 202.474 para 213.889, numa população de 418.288 habitantes, nos últimos seis meses. Desse universo, 40,62% estão empregados (190.807 habitantes) e 5,52% estão desempregados (23.081). Além disso, 48,87% dos santistas são inativos, o que corresponde a 204.399 habitantes.

A População Economicamente Ativa de Santos corresponde a 51,1% dos habitantes, sendo que 87,5% trabalham na própria Cidade. Segundo Jorge Manuel, o setor de serviços continua sendo o maior polo gerador de postos de trabalho em Santos, com 47,45% do contingente de empregados, seguido do setor de comércio (20,30%) e serviços públicos (11,02%), sendo considerados neste último setor policial-militar, prefeituras e governos estaduais e federais.

As atividades portuárias, transportes e os empregos diretos no porto, seguem como importantes atividades e somam 12,9% de todo o conjunto. Ainda de acordo com o coordenador da pesquisa, nos últimos seis meses, aumentou o ingresso de jovens de 16 a 24 anos e aposentados no mercado de trabalho.

Desempregados

Na faixa de desempregados, lideram o ranking com 37,21% jovens de 16 a 24 anos de idade, no entanto, houve redução no desemprego deste grupo, em relação à média das pesquisas anteriores. A segunda faixa etária com o maior número de desempregados é entre 30 e 39 anos, que corresponde a 27,91%.

Nas demais faixas há equilíbrio com predominância na faixa de 25 a 29 anos. Por outro lado, verifica-se que a faixa dos empregados se concentra entre 30 e 49 anos, com mais de 46% do total, mostrando certa estabilidade em relação aos períodos anteriores. Nota-se ainda sensível redução da faixa etária acima dos 60 anos. 

O índice de aposentados ativos aumentou de 11,7% para 13,7%, de setembro de 2009 para março deste ano. Na comparação com a Região Metropolitana de São Paulo, Santos apresenta menor índice de desemprego. Enquanto o índice de Santos é de 10,8% o da Grande São Paulo é de 12,2%, com a devida proporcionalidade.

Mulheres

As mulheres empregadas correspondem a 46,77% do total de empregados contra 53,23% de homens, mantendo-se, portanto, a tendência histórica. Já entre os desempregados, as mulheres são 54,44%, o que, segundo constata a pesquisa, há mais mulheres procurando emprego.

Renda

Quanto à renda familiar dos pesquisados, a amostra identifica renda média dos empregados de R$ 2.248,19 contra R$ 2.397,04 — um decréscimo de 7%. 

Economia formal e informal

Houve queda de trabalhadores com carteira assinada de 72,41%, em setembro de 2009, para 65,05%, em março deste ano. Em contrapartida o universo de empregados informais cresceu para 34,95% contra 27,59%, de setembro do ano passado.

Na economia informal, 64% dos trabalhadores são autônomos e 36% trabalham sem registro em carteira, o que corresponde a 24.007 pessoas.

Entrevistados

A pesquisa entrevistou 1.631 pessoas — 863 mulheres e 768 homens —, de 500 domicílios, o que corresponde a 0,41% da população residente conforme dados estatísticos do IBGE de 2009. Esse universo garante margem de erro de 1,9% sobre os índices apurados para um intervalo de confiança de 95,5%. A pesquisa foi feita em 34 bairros e morros da Cidade.