R$ 1,2 bi em qualificação do trabalhador

O ministro do Trabalho Carlos Lupi quer investir em qualificação para reduzir o desemprego no país

Comentar
Compartilhar
02 MAR 201321h16

A qualificação profissional como principal medida para reduzir o desemprego no país. O ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, anunciou ontem, que pretende investir R$ 1,2 bilhão no próximo ano, em qualificação profissional. Ele participou do lançamento do 2º Consórcio Social da Juventude-Porto Juventude, no final da tarde de ontem, no Teatro do Sesc, em Santos, juntamente com os prefeitos João Paulo Papa (Santos); Tércio Garcia (São Vicente); a subdelegada do Trabalho, Rosângela Mendes Ribeiro Silva, as diretoras da ong Vila Ponte Nova (VIP), irmã Maria Dolores Muñiz Junquera e Maria Helena Lambert, entre outras autoridades.

Em entrevista coletiva, antes do início da cerimônia, Lupi afirmou que pretende levantar R$ 900 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e mais R$ 300 milhões do próprio  MTE para programas de qualificação que incluem o consórcio da Juventude — 90 mil jovens inscritos no país. “A qualificação garante o retorno mais rápido ao mercado de trabalho”, declarou o ministro.

Além dos investimentos ao programa de incentivo ao primeiro emprego, o ministro disse ainda que pretende vincular a qualificação ao seguro-desemprego. “Só no ano passado nós concedemos o benefício para 5 milhões de trabalhadores. Se durante essa fase eles forem qualificados terão mais chances de empregabilidade”. O ministro afirmou que espera levantar os recursos para os cursos de capacitação de desempregados junto a Febraban.

O Consórcio da Juventude é uma ação do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego, do Ministério do Trabalho, realizado pela VIP — Escola Profissionalizante Irmã Dolores, com jovens de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Bertioga.

Para esta segunda edição estão inscritos 700 jovens entre 16 e 24 anos incompletos. Destes o Governo espera inserir no mercado pelo menos 210 (30%). Na primeira edição, dos 500 jovens participantes, cerca de 50% garantiram vaga no mercado de trabalho.

“O aprendiz será um grande operário de uma empresa. Empresários facilitem o trabalho para os 700 jovens que estão em nosso consórcio. Abram os braços”, pediu irmã Dolores. O consórcio conta com a parceria da Prefeitura de São Vicente e da Codesp.