Desenvolvedor de jogos é uma das profissões do ano; veja lista completa

Impactados pela pandemia, setor de saúde e tecnologia são destaques entre as áreas que mais devem contratar em 2021, segundo o Linkedin

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21 FEV 2021Por Gazeta de S. Paulo13h30
Estimativa é que a indústria de jogos tenha fechado 2020 com arrecadação de US$159,3 bilhõesFoto: /André Tambucci/ Fotos Públicas

Por Gladys Magalhães

Até pouco tempo atrás, trabalhar como desenvolvedor de jogos era algo limitado aos sonhos de pré-adolescentes que, anos depois, na hora de escolher a profissão, acabavam optando por trabalhos mais tradicionais. Tal realidade, contudo, mudou e, este ano, segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela rede social de profissionais Linkedin, esta é uma das profissões do ano.

Para se ter uma ideia, durante o isolamento social, a indústria de jogos acelerou. A estimativa é que ela tenha fechado 2020 com arrecadação de US$159,3 bilhões, mais que os segmentos de música e cinema juntos. O dado é da Newzoo, empresa especialista no setor. No Brasil, um levantamento da Visa, mostra que o mercado de jogos cresceu 140% com a pandemia.

“As empresas vão se adaptando a esta nova realidade, a área ligada à tecnologia se torna cada vez mais essencial e com uma demanda crescente no mercado”, ressalta o estudo do Linkedin. Além de desenvolvedor de jogos, os cargos de desenvolvedores em geral (bakend, fronted e web), engenheiro de software, designs de produto e especialistas de segurança cibernética também devem demandar bastante em 2021.

A alta da demanda ligada ao universo digital deve beneficiar ainda os profissionais especializados em conteúdo, como YouTuber, editor de vídeo, profissionais de marketing digital, mídia social e marketing de influência.

Varejo

Ainda que o varejo físico tenha sido fortemente impactado pela crise gerada por conta da pandemia do novo coronavírus, as vendas no ambiente digital se saíram bem em 2020, o que se reflete agora na busca por especialistas em e-commerce, como técnico em logística e analista de estoque.

Especialistas em vendas e desenvolvimento de negócios, profissionais com experiência em merchandising, cargos de atendimento ao cliente e o setor de telemarketing também devem se destacar nas contratações.

Saúde

Por ser um dos países mais atingidos pela pandemia, o Brasil fez um investimento relevante em pesquisas no ano passado. De acordo com o Linkedin, organizações de estudos clínicos, como o Instituto Butantan, foram responsáveis pela alta nas contratações de pesquisadores e profissionais do setor farmacêutico.

Além disso, ainda no setor de saúde, a busca por enfermeiros de terapia intensiva, por exemplo, registrou crescimento recorde de 820% em comparação com 2019. Outra categoria que viu as contratações crescerem, na casa de 34%, foi a de especialistas em saúde mental, devido ao estresse ligado ao bem-estar de familiares e conhecidos, isolamento social e as incertezas dos impactos da pandemia na sociedade como um todo.

Tais profissões devem continuar em alta nos próximos meses, junto com médicos especializados, fisioterapeutas, técnicos em medicina, assistentes de laboratório, assistentes de farmácia, consultores de saúde, gerente de operações clínicas, entre outros.

Outros setores

O estudo revela ainda que a pandemia mudou a perspectiva para outros profissionais. Dessa forma, quem atua na área de finanças, serviços criativos (ilustrador e redator, por exemplo) e análise de dados também podem esperar um ano melhor, no que diz respeito à empregabilidade.

Habilidades

Para além do estudo do Linkedin, quem atua em setores não listados pela rede social não deve desanimar. Na opinião da especialista em recolocação Andréa Greco, diretora da Alcance Assessoria, em 2021, as empresas devem retomar as contratações. Porém, os trabalhadores deverão estar abertos para novas possibilidades.

“Um dos erros, que nasceu com a pandemia, é não aceitar trabalhar em home office, por exemplo. Até por isso, quem for procurar uma vaga no mercado de trabalho deve mostrar que é capaz de administrar o tempo, que tem flexibilidade, adaptabilidade e empatia”, diz.

Habilidades como criatividade, liderança e inovação também continuam valorizadas pelas empresas, bem como a resiliência, que deve continuar em alta, mesmo após a pandemia.

Para quem está fora do mercado e quer se recolocar em 2021, Greco dá ainda uma última dica: “as pessoas devem considerar o Linkedin e deixar o perfil atrativo, pois lá estão as empresas e os recrutadores. Já no currículo, tem muita gente que peca em não demonstrar os seus resultados. Lembre-se, o recrutador só tem 30 segundos para ver o seu currículo, assim, procure colocar os seus dados completos, o link do Linkedin e os seus resultados profissionais.”