Desemprego cai em Santos, aponta pesquisa

Já no comparativo com o mês de setembro do ano passado, a queda foi de 3%

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11 MAR 201322h22

O desemprego está em queda em Santos, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Cidade (PED), do Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos da Universidade Santa Cecília (NESE). O estudo, feito entre março e setembro deste ano, constatou que o índice de desemprego na população economicamente ativa caiu 2% no segundo semestre. O desemprego em setembro atingiu um percentual de 14,75% contra 16,75%, registrado em março. Já no comparativo com o mês de setembro do ano passado, a queda foi de 3%.

No entanto, segundo o coordenador de pesquisa do NESE, Jorge Manoel de Souza Ferreira, mais de 30 mil pessoas na Cidade, estão desempregadas e 44%, são jovens na faixa de 16 a 24 anos de idade. Destes, 42,6% tem ensino médio completo. Entre as mulheres o índice de desemprego é maior: 57,49% contra 42,06% dos homens. “Quando o índice de  desemprego entre os homens diminui, há uma tendência de o desemprego geral cair porque o homem, na maioria das vezes é o chefe da família. Então, quando ele fica desempregado automaticamente a família toda começa a procurar emprego, o que aumenta o índice de desemprego”, afirmou Ferreira.  

Conforme o estudo que é realizado pelo instituto, anualmente, no período de março a setembro, as causas da queda, este ano, podem estar relacionadas a menor participação dos aposentados no mercado ativo, abrindo vagas para novos trabalhadores, uma vez que o aumento de empregados foi relativamente pequeno. Em março, foram entrevistadas 1.753 pessoas — 935 mulheres e 818 homens — de 499 domicílios. Os pesquisadores percorreram 34 bairros e morros de Santos. Esse universo corresponde a 0,41% da população residente, conforme dados estatísticos do IBGE, de julho de 2005. Este universo garante uma margem de erro de 1,9% sobre os índices apurados, para um intervalo de confiança de 95,5%.

A quantidade de aposentados que voltaram à ativa vinha aumentando desde 2003, conforme o NESE, em razão da queda de poder aquisitivo da população, que acabou se agravando nos últimos dois anos devido ao reajuste dos aposentados e pensionistas, aquém da inflação medida para a Região. Porém, de um ano para cá, o índice de aposentados no mercado caiu 1,5%.

Emprego

O setor de serviços é o que mais emprega na Cidade: 42,02% da população economicamente ativa. Em seguida, vem o comércio (16,90 %) e os serviços públicos (11,54%). Já a informalidade aumentou de 26,67% para 31,73%.