Construção Civil movimenta R$ 805 milhões e gera 8 mil empregos em Santos

De acordo com o prefeito, o estudo considerou os grandes empreendimentos aprovados e em aprovação, a partir de 2005 pelo DEOP/SEOSP

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02 MAR 201320h50

A cidade de Santos registrou crescimento na construção civil movimentando R$ 805 milhões em investimentos e gerando 8.275 empregos diretos e indiretos, nos últimos 30 meses. O levantamento, divulgado ontem pelo prefeito João Paulo Tavares Papa, em seu gabinete, foi feito pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEOSP).   

De acordo com o prefeito, o estudo considerou os grandes empreendimentos aprovados e em aprovação, a partir de 2005 pelo DEOP/SEOSP. Ao todo são 58 imóveis acima de 10 pavimentos (andares), sendo 48 edifícios habitacionais, cinco para prestação de serviços e habitações, um de serviços e unidades habitacionais e um terminal portuário. Os empreendimentos somam 913.351,66 m².

O bairro com o maior número de novos imóveis é o Gonzaga, com 13 projetos aprovados desde janeiro. A Ponta da Praia vem em segundo lugar, com seis edifícios novos. O José Menino teve dois. Já para a Área Continental, foi aprovado este ano o projeto para construção do terminal portuário da Embraport.

Segundo o prefeito, esses empreendimentos já geraram cerca de R$ 7 milhões, em IPTU, nos últimos 2,5 anos. Papa acredita que a infra-estrutura da Cidade, a qualidade de vida, o comércio e serviços são fatores que contribuíram para o crescimento da construção civil.

As mudanças no Plano Diretor vigente, em vigor desde 1998, também atraíram investidores, conforme pontuou Papa. “A legislação atual permite maior oferta de vagas na garagem por apartamento e área de lazer, além da área construída”, embora ressalvou que o atual Plano Diretor têm “restrições severas em relação a edificações no Centro Histórico, na região do Mercado Municipal, e imóveis em processo de tombamento”.

Habitações populares

Perguntado sobre habitações para atender a população de baixa renda do Município, Papa afirmou que pretende erradicar “as quatro grandes favelas da Cidade. O programa habitacional prevê a construção de cinco mil moradias. “Queremos erradicar as palafitas”.

Quanto aos conjuntos habitacionais do Programa de Atenção aos Cortiços (PAC), o prefeito disse que os primeiros conjuntos, com cerca de 100 moradias, serão entregues “em dois meses”.

Contudo, devido a morosidade na entrega das unidades, o prefeito descarta novos projetos habitacionais por meio do PAC. “Não é adequado à Cidade”, disse. Papa adiantou que já estuda um projeto novo de investimentos nos próprios imóveis em situação de cortiço para evitar a remoção das famílias. Censo da Fundação Seade revelou que, em 2002, 14.500 famílias viviam em cortiços na Vila Nova e Paquetá.

O prefeito adiantou que pretende financiar esse projeto também com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que custeia o projeto estadual do PAC. Papa disse que promoverá reuniões com a Cohab e Associação dos Cortiços para desenvolver o projeto.