Banco de emprego ajudará a aproximar tecnólogo do mercado

Projeto será apresentado no 1º Fórum Estadual de Educação Profissional e Tecnológica

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07 FEV 201322h50

“Há profissionais qualificados no mercado de trabalho, o que falta são as empresas saberem o que esses profissionais podem oferecer”, afirmou o presidente provisório da Associação dos Tecnólogos e Estudantes de Tecnologia da Baixada Santista (ATEBS), Júlio Cesar Góis, sobre a formação especializada de tecnólogos em diversas áreas, principalmente na área de petróleo e gás, cuja expectativa é de geração de cerca de 20 mil postos de trabalho na Bacia de Santos.

Para derrubar a idéia de que as cidades da Baixada Santista não possuem mão-de-obra qualificada, ao contrário, podem preencher as vagas na área de exploração petrolífera, será apresentado, na próxima segunda-feira, pelo deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa, o projeto do Banco de Currículos e Vagas de Empregos da Área de Petróleo e Gás, no 1º Fórum Estadual de Educação Profissional e Tecnológica. O evento acontecerá no auditório do campus Vila Mathias da Unimonte (Avenida Senador Feijó, 340/350), às 18h30. 

O Banco de Currículos e Empregos será coordenado pela ATEBS. De acordo com o projeto do deputado, alunos e profissionais poderão disponibilizar seus currículos no banco, que serão acessados por empresas interessadas na contratação.

Júlio Cesar que é estudante do curso superior de Tecnologia de Petróleo e Gás da Unisantos, afirmou que o banco será uma ponte para que as empresas conheçam os perfis dos tecnólogos.

Segundo Júlio César, o mercado dá preferência para quem é bacharel, porém o tecnólogo também é um profissional formado em curso de ensino superior, e muitas vezes, mais qualificado para determinada vaga. “A diferença é que o tecnólogo faz o curso em três anos e a profissão não é regulamentada”, afirmou.

Só na Baixada Santista, 4.500 estudantes estão matriculados em cursos de tecnologia, em 11 instituições universitárias da Região. As áreas de petróleo e gás e informática são as mais procuradas.

Atualmente 350 mil pessoas buscam, por ano, a formação tecnológica. Nesta década, a oferta cresceu mais de 800%. Em 2000, havia 364 cursos de Tecnologia no País, com pouco mais de 63 mil matrículas. Em seis anos, já existiam 3.037 cursos para 278 mil estudantes.

Em paralelo ao Fórum, será realizada uma audiência pública para debater a regulamentação da profissão de tecnólogo, que sofre restrição de algumas empresas do pólo industrial de Cubatão. “Será uma excelente oportunidade para esclarecer dúvidas e eliminar preconceitos.

A partir desse fórum, vamos iniciar um movimento para conscientizar as empresas sobre a formação de excelência desses profissionais”, afirmou Paulo Alexandre. Participarão, também, da audiência pública, representantes da Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).   

O Fórum é organizado pela Assembléia Legislativa e Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), com o apoio da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), do Instituto Impacto e do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Semesp).