Três histórias de superação

Joselena, Gilberto e Dona Conceição contam como o Nacac os ajudou a enfrentar o câncer

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28 MAI 201516h37

O Nacac fez a diferença na vida de três pessoas entrevistadas pelo DL Solidário. Uma mãe cuja filha recebeu diagnóstico de leucemia, um homem que teve que se aposentar ao descobrir o câncer e uma pensionista que foi acometida pela doença há 34 anos e hoje esbanja vitalidade aos 82 anos. Três histórias comoventes de luta, aceitação e superação. Leia os depoimentos a seguir.

‘Meu mundo veio ao chão’

Há aproximadamente três anos e meio, Assamy Miyashiro, hoje com 9 anos de idade, foi diagnosticada com leucemia, um câncer no sangue.

“Na época, meu mundo veio ao chão. A família inteira, todo mundo ficou doente junto. Mas, com muita fé, todo mundo disse que isso para Deus não é nada”, conta a operadora de caixa Jose lena de Oliveira Miyashiro, mãe de Assamy.

“Aqui é um lugar que te dá um abraço na hora que mais precisa”, Joselena Miyashiro, mãe de Assamy

Assamy fez tratamento e correu tudo bem, mas foi no Nacac que Joselena encontrou o conforto necessário para enfrentar a doença da filha. “Aqui é um lugar que te dá um abraço na hora que mais precisa. Eles estão me abraçando até hoje. O que precisar, eles ajudam no que for necessário. Se não tem, eles correm atrás até conseguir”, afirma a mãe agradecida. “Ela está bem na escola, já está no quarto ano, estuda, é prestativa, bagunceira, brincalhona, como uma criança normal. Desde quando descobriu, mesmo ela doente na escola, ela era tratada como uma criança normal, ela brincava com as outras crianças, corria, fazia tudo. Tudo normal como uma criança normal”, lembra Joselena.

As coisas se inverteram, em vez de eu ser o colaborador, hoje estou sendo atendido por eles’

O aposentado Gilberto Tavares da Silva, de 59 anos, era colaborador do Nacac desde a sua fundação. Um dia, ele descobriu que estava com câncer. Enfrentando dificuldades financeiras, Gilberto recorreu à instituição e foi prontamente acolhido.

“Em 2005, quando a ong foi fundada, eu comecei a participar como colaborador. Aí, em 2007, constatei um câncer, operei em 2008. Em 2009, o Nacac me chamou novamente para colaborar, mas eu estava sem condições financeiras. Eu tinha uma empresa que tive que encerrar por motivo da minha saúde. O meu câncer é agressivo, não tem cura pela medicina. Aí, as coisas se inverteram, em vez de eu ser o colaborador, hoje estou sendo atendido por eles”, conta Gilberto expressando sua gratidão à instituição que o acolheu.



“As pessoas não devem se entregar”, Gilberto Tavares da Silva

Apesar da doença, Gilberto deixa uma mensagem positiva para outras pessoas que também têm câncer. “A pessoa não deve se entregar. Faça suas coisas, vá ver a natureza, vá a uma praia, a um sítio. Viva uma vida normal, com alegria, não pensando só na morte chegar porque nós não somos donos do destino, no destino quem manda é Deus. Quando chegar o momento Ele vai levar. Graças a Deus, Ele está me deixando aqui para passar essa mensagem para as pessoas aprenderem que o câncer não é um bichinho de sete cabeças”, diz Gilberto.

‘Graças a Deus, estou levando a vida devagar. E se Deus quiser, eu chego lá’

Uma descoberta mudaria para sempre a vida da pensionista Maria da Conceição dos Santos. Ela foi diagnosticada com um câncer no céu da boca, que se espalhou para a língua, há 34 anos.

“No início, eu sofri bastante porque eu não comia. Tudo que eu comia tinha que ser batido no liquidificador, eu só tomava líquido. Agora, estou comendo bem, me tratando melhor”, conta dona Conceição, hoje com 82 anos de idade.



‘Espero que Deus me proteja e me dê muita força e saúde, mas saúde mesmo, para eu aguentar a rebordosa daqui pra frente’, Conceição

Dona Conceição encontrou no Nacac todo o apoio necessário ao seu sustento e muito carinho. “Minha fonte é aqui. O Nacac me dá uma cesta básica todo mês, um bujão de gás e remédios”, afirma.

Curada do câncer, ela faz acompanhamento com exames a cada seis meses e frequenta o Nacac uma vez por semana. Tudo o que dona Conceição quer da vida é ter saúde. “Graças a Deus, estou levando a vida devagar. E se Deus quiser, eu chego lá. Eu vou viver mais uns dez anos. Assim eu vou levando a vida, espero que Deus me proteja e me dê muita força e saúde, mas saúde mesmo, para eu aguentar a rebordosa daqui pra frente”, diz Conceição com um largo sorriso no rosto de quem tem fé na vida.