Temer diz não se opor à presença de Dilma na abertura da Olimpíada

Ela manifestou desejo em participar do evento, por ter participado de quase toda a preparação

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14 JUN 2016Por Folhapress18h00
Temer diz não se opor à presença de Dilma na abertura da OlimpíadaTemer diz não se opor à presença de Dilma na abertura da OlimpíadaFoto: Divulgação

O presidente interino Michel Temer afirmou nesta terça-feira (14) não se opor à presença da presidente afastada Dilma Rousseff na cerimônia de abertura da Olimpíada. Ela manifestou desejo em participar do evento, por ter participado de quase toda a preparação.

Temer afirmou que a Olimpíada é a "possibilidade de reunificação do pensamento nacional". O presidente interino visitou pela primeira vez o Parque Olímpico da Barra, zona oeste do Rio, onde se reuniu com o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, e oito ministros.

"Não podemos ter brasileiros brigando com brasileiros. Isso foge à tradição sentimental do nosso povo. Nosso povo sempre teve unidade muito grande", afirmou ele.

Questionado se teria alguma objeção em relação à ida de Dilma à cerimônia, Temer respondeu: "Para mim tanto faz. Não tenho nenhuma objeção. Evidente que não tenho".

Ele disse, porém, que o convite cabe ao comitê organizador da Olimpíada.

O presidente interino afirmou também não ser uma preocupação a possibilidade de votação do impeachment durante os Jogos, que ocorrem entre 5 e 21 de agosto.

"Não, minimamente. O Brasil não vive em função dos que o dirige, mas de seu povo. Desde o primeiro momento em que assumi, disse que o que importa é o Brasil. Assim, tomei providências como se fora definitivo. O povo do mundo não estará preocupado com isso [impeachment]", afirmou Temer.

METRÔ

Ao lado do governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles (PP), o presidente interino afirmou que a União vai colaborar "não só com palavras, mas em termos financeiros também".

Ele prometeu "equacionar em definitivo a questão do metrô". A linha 4 em construção está com as obras atrasadas e o Estado depende da aprovação por parte do Tesouro Nacional para contrair novo empréstimo com o BNDES para a obra. Sem esses recursos, não há dinheiro em caixa para bancar a finalização do sistema.

"Estão sendo finalizados os estudos financeiros. Já combinei com o governador [Francisco] Dornelles [PP] uma conversa mais adiante para equacionarmos em definitivo a questão do metrô", declarou.

O Estado não pode contrair novo empréstimo por não ter pago uma parcela de uma operação de crédito internacional. Temer não explicou qual solução será encontrada.