Serei campeão do mundo!

Xeque-Mate teve o privilégio de entrevistar o brasileiro que se tornou referência no Xadrez em nível mundial

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02 ABR 2017Por Da Reportagem15h00

Para o leitor que não conhece essa personalidade, nem se acostumou às maravilhas do que os especialistas consideram como “jogo-ciência”, falar de Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, ídolo de várias gerações, é comparar seus feitos a outros expoentes brasileiros do mundo esportivo como Ayrton Senna, Maria Esther Bueno, Pelé, Guga, Eder Jofre e Hortência.
Na música de Raul Seixas, Super-Heróis, ele foi homenageado no trecho, “Quem que no Brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez. Saí pela tangente disfarçando uma possível estupidez. Corri para um cantinho pra dali sacar o lance de mansinho. (adivinha quem era? Mequinho!)”.
Seu currículo é respeitável: duas vezes campeão brasileiro (em uma delas, com apenas 13 anos de idade); bicampeão sul-americano; vencedor por duas vezes do Interzonal – torneio que qualifica à disputa do Campeonato Mundial.   
Esteve sumido por longo tempo, é verdade, mas agora promete se dedicar integralmente aos estudos táticos e teóricos do xadrez, com o claro objetivo de retomar a colocação no grupo de elite porque acredita recuperado de doença, raríssima, que quase o levou a óbito: a miastenia gravis. Trata-se de uma patologia caracterizada por fraqueza generalizada dos músculos, que impede o paciente de se locomover.
Apesar da gravidade, Mequinho é pessoa disciplinada e otimista seguindo à risca o tratamento médico prescrito. E isso o faz pensar em 80% de recuperação, o que já o credencia a disputar os principais torneios no Brasil e pelo mundo.
Mequinho, hoje, não ocupa mais as primeiras posições no ranking mundial, mas ainda é temido pelos seus adversários.
Nos últimos dez anos, enfrentou jogadores fortíssimos e não decepcionou, vencendo-os, embora admita que pudesse atingir melhor desempenho não fossem os sintomas dessa moléstia que ainda o atormentam. Ele está radicado, atualmente, em Piracicaba, cidade do interior de São Paulo.
Além de enxadrista, Mequinho é teólogo. Sua fé incondicional o impulsiona para o sucesso no futuro, quando diz, sem pestanejar: “SEREI CAMPEÃO DO MUNDO!”