Salão de beleza e passarela: fonte de renda e autoestima

"É um curso que gera renda para as pessoas", disse Bel, presidente da entidade.

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24 ABR 201516h57

Elizabeth de Andrade, de 51 anos, é conhecida na ONG Projeto Faces como "Beth Bombril". A artesã, que mora na Vila Antártica, em Praia Grande, faz de tudo na entidade e está à frente das aulas de tricô, crochê e manicure. Decidiu se dedicar ao voluntariado, após acordar de um transplante de coração.
 
"Sou transplantada. Acordei da cirurgia pensando que tinha que ajudar alguém. Ajudar o próximo. Poderia ter dormido durante o procedimento e nunca mais ter acordado. Mas não. Eu estou aqui. Se o ser humano não tiver um ombro amigo para oferecer não tem motivo para vir ao mundo", contou Beth, emocionada.

Crédito: Matheus Tagé / DL
 
Outra voluntária que faz a diferença na ONG é a Neuza Soares do Nascimento. Há muito tempo ela ajuda Bel na entidade e, agora, ensina as meninas e jovens cadastradas na Ong a desfilar na passarela. "Não é um curso para ser modelo. É ensinar como ter postura, andar de salto, saber se comportar, além de manter a autoestima sempre elevada. Para mim é uma honra participar do projeto", disse.
 
Recentemente, a ONG recebeu um reforço. Ao ver o trabalho da entidade em uma página do Facebook, a proprietária de um salão de cabelo, no Tude Bastos, em Praia Grande, decidiu doar móveis e ser voluntária no curso básico de cabelereiro. "Ela veio nos conhecer e marcou um dia de corte gratuito na comunidade. Veio muita gente cortar o cabelo. Muita mesmo. Foi então que ela decidiu montar o curso e oferecer gratuitamente na ong. A procura já está sendo grande. É um curso que gera renda para as pessoas", disse Bel, presidente da entidade.
 
Bel também faz questão de ressaltar o trabalho do mestre de capoeira Tadeu e do professor Bad Boy, que são responsáveis pelas aulas de capoeira da entidade.