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Qual o melhor caminho para vencer, o estratégico ou tático?

Ao retomar o assunto exposto na edição anterior de Xeque-Mate, relembro que a tática constitui, sem dúvida

Um dos mais importantes elementos dessa magnífica ciência do pensamento chamada Xadrez, que equivale dizer que estabelecer um plano adequado na partida é fundamental, mas apenas isso não resolve o dilema. Faz-se necessário colocá-lo em prática, traduzido em lances. Parece simples, mas não é bem assim. A partir do momento em que se estabelece, por exemplo, colocar o cavalo numa casa central, afloram sérias dificuldades.

Nesse ponto, as coisas começam a se complicar porque o adversário pode antever a ideia e, certamente, tentará impedir que ela se concretize. Ele possui um plano próprio e também deseja executá-lo. Cada uma das partes envolvidas vai tentar se impor e, ao mesmo tempo, dificultar os esquemas do oponente.

Assim começa a luta tática que coloca à prova a capacidade que cada enxadrista tem de transformar as ideias em lances eficazes a fim de contribuir para a execução do plano engendrado. 

Exatamente aqui entra em jogo a habilidade do enxadrista de combinar e calcular uma série de lances a frente (variantes).Ele deve analisar com profundidade os movimentos subsequentes e as consequências decorrentes. No Xadrez, portanto, pode-se estabelecer que a estratégia conste da elaboração dos planos de menor ou maior envergadura. A tática significa um modo de alcançar esses planos. Daqui resulta, logicamente, que a estratégia é abstrata e a tática, concreta.

Perceba, caríssimo leitor, que o equilíbrio entre estratégia e tática nunca é estável porque depende da capacidade e preferências do enxadrista. Há indivíduos que gostam mais do caminho estratégico; outros tantos se baseiam, quase que exclusivamente, nos golpes táticos. 

Nesse momento pode surgir uma dúvida pertinente: o que é mais importante, a estratégia ou a tática? Na história do Xadrez, a predominância de uma e outra se alternaram. Estudando partidas de jogadores que representaram o estilo de jogo de suas respectivas épocas, afirmo que alguém não pode ser um verdadeiro mestre se não dominar, em primeiro lugar, o aspecto tático do jogo, já que se torna inútil chegar a uma posição estrategicamente ganhadora se, nesse momento, por uma combinação tática, ele leva um contra-ataque ou mate em poucos movimentos.

O fato de que os golpes táticos têm consequências imediatas faz com que a tática tenha importância maior que a estratégia. Assim, os grandes jogadores da história do Xadrez, independentemente do seu nível de força, do ponto de vista estratégico, sempre foram excelentes táticos.

Até a próxima!

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