Projeto de Trovas Infantis encerra programação de 2013 na EM Myrian Terezinha

A atividade aconteceu no último dia 3 e reuniu membros da União Brasileira de Trovadores (UBT)

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05 DEZ 201312h12

“Esse ano rendeu, muitas trovas essa meninada aprendeu,todo tipo textual, com um projeto sensacional”. Esta trova resume o projeto Trovas Infantis, aplicado aos alunos da Escola Municipal de Guarujá Myrian Terezinha WichroskiMillbourn, que foi encerrado na última terça-feira (3). Usando trovas, um poema que contém apenas uma estrofe, os professores de ensino fundamental I aplicam o letramento de uma forma diferente, divertida e eficiente.

A unidade escolar, que fica localizada na Avenida Adriano Dias dos Santos, 611 – Jardim Boa Esperança, entrou de cabeça no mundo da literatura. Utilizando trovas, os alunos aprenderam diferentes gêneros textuais, como poesias, quadras, cartas de agradecimento,entrevistas, entre outros que fazem parte deste aprendizado. Além da leitura, os estudantes também aprenderam a produzir essa diversidade textual.

O projeto conduzido pela professora Maria Cristina Marques Correa foi ganhando a adesão das demais colegas de trabalho durante o ano. Com o apoio da Secretaria de Educação, o programa Trovas Infantis, colheu bons frutos. “É fácil perceber o salto que a educação dessas crianças deu. Você trabalha diferentes aspectos como aintertextualidade, interpretação e escrita, e, por conseqüência, enxerga outros ganhos”, explica a professora.

Encerramento do Projeto de Trovas Infantis (Foto: Divulgação/PMG)

De acordo com a secretária de Educação do Município, Priscilla Bonini, “as trovas contribuem e muito no rendimento escolar do aluno, de maneira que eles melhoram na leitura e na escrita. A oportunidade serve para despertar o interesse dos alunos, e que eles aproveitem o momento para expor o que pensam”.

O encerramento reuniu dez membros da regional da União Brasileira de Trovadores (UBT), em uma Mostra Cultural em que será exposta tudo o que foi conquistado nessa trajetória.

A orientadora pedagógica da Escola, Dalva Correa Dória, o programa só veio a somar com o que já tinha dentro de cada um. “A professora buscou parceria e as outras colegas se envolveram. Só viemos a ganhar com isso. O projeto trabalhou socialização, trabalho em equipe e senso crítico. É incrível”.

Para a trovadora da UBT, Marly Barduco Palma, esta é uma experiência inédita para os participantes da União. “Primeira vez que vejo esse tipo de iniciativa. A produção de trovas é tão boa para os alunos, pois é uma forma deles progredirem e ter contato com a poesia”. Já a trovadora Edite Rocha Capelo se emocionou com a arte. “Eles expõem seus sentimentos e isso cria sensibilidade”.

O envolvimento é detectado pela interação dos alunos com as trovas. Victória Lopes de Lima, aluna do 4° ano, afirma que o projeto incentiva a leitura e o estudo. “Eu fico com curiosidade para ler mais. Quando estou em casa, não posso ver um gibi ou uma revista que eu já quero ler!”.

A estudante Giovana dos Santos Basocla disse que os textos mexem com os sentimentos. “As trovas temáticas facilitam a interação, até nas brincadeiras e são animadas. É muito legal usar as trovas no cotidiano”. E com as palavras é possível descobrir uma infinidade de novidades, como aconteceu com o aluno Cainan Aragão Machado dos Santos. “Aprendemos poesia e eu descobri que gosto de poesia. Até sei algumas de cor”.