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Copa do Mundo 2018

Parreira defende permanência de Tite e vê Copa como aprendizado para Neymar

Ele afirmou também que faltou experiência para o grupo atual na Rússia

Folhapress

Publicado em 12/07/2018 às 15:01

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Carlos Alberto Parreira, 75, defendeu nesta quinta-feira (12) a permanência de Tite no comando da equipe brasileira / Reprodução/FIFA

Treinador da seleção na conquista do tetracampeonato, Carlos Alberto Parreira, 75, defendeu nesta quinta-feira (12) a permanência de Tite no comando da equipe brasileira.

A CBF já formalizou o convite para Tite continuar no último sábado logo após a derrota para a Bélgica, pelas quartas de final do Mundial da Rússia. O treinador, no entanto, pediu um tempo para responder. 
"Pela primeira vez o Brasil caiu nas quartas de final, não ganhou a Copa, e vi uma grande parte da imprensa pedindo a continuidade do treinador, e os torcedores também aceitando essa ideia. O trabalho foi bem feito. Essa mudança de padrão e comportamento é muito positiva", disse Parreira, que faz parte do grupo de estudos técnicos da Fifa.

Inclusive, citou como exemplo o trabalho feito por Óscar Tabárez, que está no comando da seleção uruguaia desde 2006. O Uruguai foi eliminado nas quartas de final após perder para a França.

Treinador da equipe brasileira também na Copa do Mundo de 2006 -foi eliminado nas quartas de final- e coordenador técnico do time no Mundial do Brasil, quando foi derrotado pela Alemanha por 7 a 1, Parreira afirmou também que faltou experiência para o grupo atual na Rússia.

"Temos grandes jogadores, grande time, mas faltou experiência. Poderíamos ter ido mais longe, mas a Bélgica nos surpreendeu na primeira parte da partida. No segundo tempo, controlamos o jogo, mas não conseguimos vencer. A Copa do Mundo é decidida nos detalhes", disse o ex-treinador, que fez uma comparação com a equipe que disputou o Mundial da Alemanha.

"Você precisa de muita preparação e que tudo funcione ao mesmo tempo para ser campeão. Se precisasse só de talento, o Brasil ganharia todas as Copas. Talento não é o suficiente. Em 2006, tínhamos os melhores jogadores, mas faltou fome de vencer", acrescentou.

Parreira também comentou sobre o atacante Neymar, alvo de críticas durante o Mundial por simular faltas e reações consideradas exageradas após as infrações.

"Pode ter havido um exagero da parte dele, mas tudo sobre Neymar ganha uma repercussão muito grande. Essa Copa deve servir para ele como uma grande lição, ele vai fazer a diferença jogando futebol, com a qualidade que ele tem. Deixa os problemas de arbitragem para os juízes resolverem. Ele vai fazer a diferença e continuará a ser importante para nós", disse.

Já Marco Van Basten, ex-atacante holandês e que também faz parte do grupo de estudos técnicos da Fifa, ironizou as simulações do atacante do Paris Saint-Germain.

"É sempre bom ter humorismo no jogo, ele faz as pessoas rirem", ironizou.

Na sequência, sem ironias, Van Basten cobrou uma mudança de comportamento do jogador daqui em diante.

"Não é uma boa atitude em geral. Você tem de tentar fazer o seu melhor e se você está atuando muito as pessoas vão ver e isso não vai ajudar em nada. Na minha opinião pessoal, ele tem de entender esta situação", disse o campeão europeu em 1988 e um dos principais atacantes da história do Milan.

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