Luta dentro da redemocratização do País pelo mundo

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26 JUN 201417h41

A Luta Antimanicomial teve início no fim da década de 70, com a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais. A causa se insere no contexto de redemocratização do país e na mobilização político-social que ocorreu na época.

Crédito: Matheus Tagé/DL

O movimento teve o objetivo, além de denunciar os manicômios como instituições de violências, propor a construção de uma rede de serviços e estratégias territoriais e comunitárias, profundamente solidárias, inclusivas e libertárias. Antigamente, os internados eram submetidos a choques elétricos, maus tratos, isolamento da sociedade, entre outros. Hoje, o tratamento é humanizado e busca reintegrar os pacientes ao convívio social.
Em 1989, após denúncias de maus tratos e intervenção na Casa de Saúde Anchieta, Renato Di Renzo iniciou um trabalho no local, adotando novas técnicas e posturas em relação à saúde mental, criando o Projeto TAMTAM, que levou teatro, artes visuais, dança ao dia-a-dia dos doentes, que chegaram a criar a Rádio TAMTAM.
O trabalho revolucionou o sistema de tratamento de saúde mental de Santos e se tornou referência em todo o País e no exterior. Os ‘loucutores’ da TAMTAM foram manchetes em diversos jornais e revistas, como a Folha, Estadão, Washington Post, New York Times, Veja, Época e tantos outros veículos, como o Fantástico (Globo) e a rádio BBC de Londres.