Filme Amazônia Eterna estreia no dia 14 de fevereiro

Longa é uma produção da Giros e será distribuído pela Elo Company

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03 FEV 201423h56
Com uma área de mais de cinco milhões de quilômetros quadrados, uma infinidade de espécies vegetais e animais e cerca de 20% das reservas de água doce do planeta, a Floresta Amazônica vive hoje diferentes formas de exploração econômica e desperta a preocupação de organizações ligadas à preservação ambiental, mas também o interesse de grupos empresariais. A produtora Giros e a Agência Tudo perceberam a riqueza do tema e uniram forças para a realização do documentário “Amazônia Eterna”. O longa, que estreia em São Paulo, no Rio, em Brasília e em Manaus dia 14 de fevereiro, leva o público numa viagem corajosa que, despida de preconceitos, visita e apresenta relevantes projetos de sustentabilidade na região, inseridos num dos mais ricos e surpreendentes cenários do mundo.
 
Dirigido por Belisario Franca (Giros) e idealizado em parceria com Maurício Magalhães (Agência Tudo), o filme traz uma nova visão sobre as possibilidades de convivência harmônica entre a exploração da economia verde e a manutenção do ecossistema amazônico. O documentário apresenta nove projetos com propostas bem sucedidas do uso da floresta de maneira sustentável, beneficiando diretamente a população local e promovendo boas parcerias econômicas. Atividades como agricultura, pesca, pecuária e extrativismo são desvendadas sob o respaldo de especialistas, entre eles o economista Sérgio Besserman, a ambientalista Bertha Becker, e o ecologista Virgilio Viana, além do depoimento de amazônidas.
 
“A Giros busca sempre desenvolver projetos que vão além do entretenimento puro, que tenham também uma causa e uma relevância para a sociedade. Conheci a Amazônia em filmes que rodamos anteriormente e percebi que no Brasil falamos apenas dos problemas de degradação da floresta”, explica Belisario Franca.
 
O filme traz uma nova visão sobre as possibilidades de convivência harmônica entre a exploração da economia verde e a manutenção do ecossistema amazônico (Divulgação)
 
Através da parceria com a Agência Tudo, os projetos que aparecem na tela foram selecionados e apurados cuidadosamente durante quase dois anos. O trabalho de seleção buscou equilibrar prós e contras dos projetos, deixando fluir as discussões em torno da questão ambiental que os envolve. “Era preciso estressar o argumento até que ele estivesse perfeito. E eu tenho orgulho de dizer que nós chegamos, quando entendemos que deveríamos mostrar cases bem-sucedidos, nos mais diversos segmentos, e que podem ser reproduzidos em escala.”, aponta Maurício Magalhães, presidente da Tudo. “Com tanto pessimismo por aí, o filme é uma janela para uma reversão que ainda é possível. É um filme questionador, mas com positividade. Sim, é possível ter uma economia pulsante e vibrante e totalmente legal. É uma questão de atitude”, completa.
 
“O objetivo do filme é fazer com que a Amazônia seja sentida pelo espectador, daí a escolha por uma narrativa sensorial que coloque as pessoas dentro desse lugar. Seguir o fio narrativo da história é como navegar pelos rios da floresta, tudo é orgânico. Daí vem também o nosso maior desafio, que é mostrar tudo por um novo ângulo, tanto do ponto de vista da informação quanto da estética”, acrescenta Belisario.
 
O documentário conta com o Patrocínio exclusivo da Vale, através da Lei do Audiovisual.
 
Equipe e filmagens
“Amazônia Eterna” foi filmado em 16 semanas, divididas em três etapas de produção, no ano de 2011. A equipe foi formada por mais de 60 pessoas, entre pesquisadores, produtores, roteiristas, cinegrafistas, assistentes, entre outros.
 
O roteiro de Bianca Lenti, Yan Motta e Belisario Franca contou com o intenso processo de pesquisa realizado por Paula Gago e Francisco Frondizi. A direção de fotografia é de Gustavo Hadba-ABC e de Lula Cerri, a produção de Maria Carneiro da Cunha e a produção executiva de Mariana Vianna.
 
 
Entre os cinco estados que serviram de locação para o documentário – Amazônia, Pará, Mato Grosso, Amapá e Rio de Janeiro – mais de 15 cidades foram filmadas. Os desafios de filmar na maior floresta tropical do mundo se fizeram presentes. Como a equipe já conhecia o local e foram feitas viagens de pré-produção, contratempos como a dificuldade de deslocamento, acomodações precárias e convivência com animais foram superadas.
 
Os 450 kg de equipamento utilizados para rodar o documentário foram dignos de um longa-metragem de ficção: três câmeras, incluindo uma subaquática, equipamentos de iluminação, maquinária e captação de som, acessórios para escalada, barracas, redes, cobertores e uma diversidade de itens complementares.
 
A trilha sonora original fica por conta do israelense Armand Amar, que foi criada de forma também orgânica ao filme, especialmente para ele. Armand já ganhou diversos prêmios em sua carreira, inclusive com a trilha de “Home – Nosso Planeta, Nossa Casa”, de Yann Arthus-Bertrand, pela The International Film Music Critics Association.