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Copa do Mundo 2018

Falha fez goleiro francês perder prêmio que já estava quase garantido

Escolheram os melhores: o brasileiro Carlos Alberto Parreira, o holandês Marco van Basten, o sérvio Bora Milutinovic, o nigeriano Emmanuel Amunike e o escocês Andy Roxbourgh.

Folhapress

Publicado em 16/07/2018 às 20:38

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lloris quase foi eleito o melhor goleiro da Copa do Mundo 2018 / Associated Press

Dos quatro prêmios instituídos pela Fifa para os destaques individuais da Copa do Mundo, um deles teve reviravolta no jogo final: o de melhor goleiro. Na véspera de decisão, o grupo de estudos técnicos formado pela entidade máxima do futebol, encarregado da escolha, reuniu-se no Raddison Royal Hotel da capital russa e praticamente chegou a um consenso sobre quem seria indicado como o melhor jogador, o melhor goleiro e o melhor jogador jovem.

A Chuteira de Ouro, reservada para o artilheiro, foi para o inglês Harry Kane, com seus seis gols.
O grupo de cinco treinadores e ex-jogadores reuniu o brasileiro Carlos Alberto Parreira, o holandês Marco van Basten, o sérvio Bora Milutinovic, o nigeriano Emmanuel Amunike e o escocês Andy Roxbourgh.

Para evitar que se repetisse o erro clamoroso de 2002, quando o goleiro Oliver Kahn ficou com o prêmio principal, em uma escolha realizada antes da partida em que o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a Alemanha por 2 a 0 -ele falhou feio no primeiro gol, ao dar rebote para Ronaldo após chute de Rivaldo-, a votação só ocorreu logo após o encerramento da finalíssima.

Até então, segundo a reportagem apurou, havia um entendimento no grupo de que o troféu Luva de Ouro seria dado para o francês Hugo Lloris. Aos 23min do segundo tempo do encontro em que a França ganhou da Croácia por 4 a 2, porém, quando deu a bola de presente para Mandzukic marcar e diminuir o marcador, ele caiu fora da disputa.

O grupo então passou a considerar dois nomes: o belga Thibaut Courtois e o inglês Jordan Pickford. Ganhou Courtois por unanimidade. Foi também unânime a escolha da revelação francesa Kylian Mbappé, 19.

O critério da premiação principal levou em conta o desempenho técnico do craque durante a competição e, sobretudo, o que o grupo chamou de "impacto para o time" de suas atuações -inteligência como organizador de jogadas, eficiência defensiva e participação efetiva nos gols, de própria autoria ou não.

Como melhor jogador do torneio, Luka Modric recebeu quatro votos contra um do belga Eden Hazard e conquistou a Bola de Ouro. Coube ao francês Antoine Griezmann, melhor jogador da final, o terceiro lugar.

Os eleitores da Fifa firmaram um compromisso de não revelar em quem votaram.

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