Empresas de transporte devem reajustar preços em até 14% este ano

O Departamento de Custos Operacionais, estudos técnicos e econômicos da NTC&Logística aponta que somente os custos operacionais do setor tiveram alta acumulada de 7,85% nos últimos 12 meses

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03 FEV 201417h59

As empresas de transporte deverão reajustar o frete de cargas fracionadas em aproximadamente 14% neste ano. Segundo o Departamento de Custos Operacionais, estudos técnicos e econômicos da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística) aponta que somente os custos operacionais do setor tiveram alta acumulada de 7,85% nos últimos 12 meses.

Além disso, o frete, de acordo com a entidade, está defasado em 5,87%. O número correspondente à diferença entre o frete praticado e o custo necessário para remunerar a atividade decorre do fato de as empresas terem tido dificuldade em renegociar contratos com clientes em 2013 devido à diminuição no ritmo da atividade econômica.

Conforme a NTC&Logística, o principal vilão no aumento das despesas foi o óleo diesel, que acumulou alta de 17,2% no ano passado. Outros insumos que impactaram foram salários de motoristas e ajudantes, que elevaram aproximadamente 10% e pneus, que ficaram 12,7% mais caros.

Outro agravante para o setor são os gargalos da infraestrutura, que reduzem a produtividade. Entre as dificuldades apontadas pelos empresários estão as restrições à circulação em centros urbanos; barreiras fiscais; ineficiência nos terminais dos embarcadores; escassez de mão de obra qualificada; e rodovias mal conservadas.

Outros insumos que impactaram o setor foram os salários de motoristas e ajudantes e o preço dos pneus (Foto: Divulgação)

Rodovias

A presidente Dilma Rousseff anunciou sexta-feira, a concessão de mais cinco trechos de rodovias como parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL). O anúncio foi feito durante a assinatura do contrato entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Triunfo Participações e Investimentos, que assumiu a administração das BRs-060/153/262/DF/GO/MG.

A meta, segundo o governo, é priorizar as BRs utilizadas para escoamento da safra agrícola. Com a decisão, serão repassadas para a iniciativa privada a ponte Rio-Niterói, a BR-163 entre Sinop (MT) e o porto de Miritituba (PA); a BR-364 entre  Rondonópolis (MT) e Goiânia (GO); outro trecho da BR-364, entre Goiás e Minas Gerais; e a BR-476 entre Paraná e Santa Catarina.