Cabotagem é tema de conferência

Objetivo é propor melhorias e facilidades para ampliação do sistema no País

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19 NOV 201311h10

Com o crescimento da cabotagem no país, a necessidade de integração dos modais, o cuidado com a sustentabilidade e a segurança das cargas e dos atores envolvidos, a Editora Update, por meio da revista Guia Marítimo, organiza, nos dias 26 e 27 deste mês, em São Paulo, o evento A Hora da Cabotagem. A conferência tem como objetivo avaliar o que existe hoje no Brasil e propor melhorias e facilidades para que o sistema seja largamente utilizado, inclusive devido ao privilégio de o país possuir uma costa marítima de 7.400 km.

Segundo o idealizar do evento, Martin von Simson, a cabotagem tem crescido 20% ao ano e os terminais estão cada dia mais preparados e modernos. “Nós temos safras crescentes, indústrias se espalhando pelo Brasil inteiro, mas o país continua em cima do modal rodoviário”, justifica.

A cabotagem oferece uma série de vantagens para o transporte de mercadorias no país. Entre os benefícios econômicos estão a grande capacidade de carregamento, o menor consumo de combustível por tonelada transportada, o reduzido registro de acidentes, o menor custo por tonelada-quilômetro, o menor custo de seguro e a menor emissão de poluentes. Apenas em relação à capacidade de carregamento, uma embarcação dá conta de transportar 5 mil toneladas. Para transportar a mesma quantidade por outros modais, são necessários 72 vagões (com 70 toneladas cada) ou 143 carretas (com 35 toneladas cada).

Martin von Simson não propõe a retirada do modal rodoviário do transporte de cargas, mas a integração conforme a necessidade, o deslocamento e a região. “Precisamos mudar, mas é o rodoviário que ainda tem que fazer as pontas, as conexões, mas de uma forma mais horizontal, não ao longo da costa, mas atingindo os portos”, explica. Isso porque a cabotagem precisa do rodoviário para que as cargas cheguem aos portos.

>cabotagem - Modal de transporte aquaviário tem crescido cerca de 20% ao ano (Foto: Agência CNT)

O encontro vai reunir embarcadores, transportadores, agentes de terminais portuários e autoridades do setor. Serão analisados pontos como a deterioração das estradas, congestionamentos urbanos, efeitos adversos ao meio ambiente, aumento dos custos com perdas e roubos, bem como ameaças de apagões logísticos. Para tratar desses pontos, esclarecer entraves, discutir custos e, principalmente, buscar soluções, o congresso vai trazer especialistas, dados, pesquisas e números que comprovam que a navegação de cabotagem, apesar de ainda pouco utilizada, é uma excelente opção.

Entre os especialistas que farão exposições e debates estão o presidente da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), Cleber Lucas, o diretor de Consultoria do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), João Guilherme Araujo, o diretor interino da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Pádua Fonseca, o presidente do Grupo Parlamentar de Cabotagem, deputado Edinho Bez, bem como representantes dos armadores.

O evento acontece no Hotel Renaissance e as inscrições podem ser feitas no site www.ahoradacabotagem.com.br.