Automotor - Novo Mercedes-Benz GLA já está no Brasil - 28 de fevereiro de 2021

Por: Daniel Dias, da AutoMotrix

Um dos dois modelos que eram produzidos pela Mercedes-Benz no Brasil até o final do ano passado, o GLA teve sua segunda geração apresentada em "live" nesta terça-feira, 23 de fevereiro. Agora trazido da Alemanha, o utilitário esportivo já está nas concessionárias brasileiras, onde chega apenas na versão "top" AMG Line, com preço de R$ 325.900. "A situação econômica no Brasil tem sido difícil por muitos anos e se agravou devido à Covid-19. Ao longo do nosso processo de transformação, continuamos a reestruturar a nossa rede de produção global. Aumentar nossa eficiência, otimizando a nossa capacidade de utilização é um facilitador importante. Por isso, decidimos encerrar a produção de automóveis premium no Brasil", justifica Jörg Burzer, do Board da Mercedes-Benz AG, Produção e Cadeia de Suprimentos. Dentro desse contexto, o GLA 200 desembarca equipado com o novo motor 1.3 turbo de quatro cilindros com 163 cavalos de potência e 26 kgfm de torque à disposição em qualquer situação. De acordo com a Mercedes, o novo GLA acelera de zero a 100 km/h em 8,7 segundos e pode chegar à máxima de 210 km/h, limitada eletronicamente. O SUV compacto tem câmbio automático de 7 velocidades 7G-Tronic DCT de dupla embreagem, com trocas mais rápidas e suaves, pois a marcha seguinte já fica pré-engatada.

O motorista do GLA 200 AMG Line pode escolher entre três programas de condução por meio da tecla Dynamic Select localizada no console central. São modos de condução com opções de configuração para o motor, a transmissão, a direção e o controle eletrônico de estabilidade. No modo "Sport", o veículo fica mais dinâmico, no "Comfort", a configuração é mais equilibrada e o "Eco" coloca a ênfase na eficiência máxima, economizando combustível, pois o motor trabalha com apenas dois cilindros em rotações baixas. Há ainda o modo "Individual", com as preferências de condução de cada motorista.

O novo GLA se destaca por ser um SUV genuinamente esportivo desde o primeiro momento de observação. O modelo tem 4,41 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,61 metro de altura e 2,72 metros de distância de entre-eixos. Na dianteira, os itens mais em evidência estão no capô, com vigorosos vincos longitudinais, nos faróis de leds de alta performance e desenho exclusivo e na grade em estilo diamante com "aberturas" cromadas. As barras de teto em combinação com os acabamentos externos dos para-lamas em preto trazem a identidade inconfundível de um SUV. As rodas AMG de 20 polegadas acrescentam o visual esportivo. As lanternas, também em leds, são divididas em duas partes, facilitando o acesso ao porta-malas e incrementando a percepção de amplitude e estabilidade. As opções de rebatimentos dos encostos tornam o novo GLA um veículo de transporte flexível para o uso diário, saindo de 435 litros na área normal do porta-malas e crescendo até 1.430 litros com os assentos traseiros rebatidos.

No interior da cabine, o novo GLA ficou mais digital. Duas telas de alta resolução, com 10,25 polegadas cada uma, no quadro de instrumentos e no console central em conjunto com o sistema MBUX, facilitam a vida a bordo. Elas utilizam comandos via tela "touchscreen", "touchpad" no volante e no console central e por voz. O GLA 200 AMG Line acrescenta itens de comodidade de série como o acesso sem chaves Keyless-Go (partida do motor e abertura de portas e da tampa do compartimento de carga), o pacote de estacionamento ativo Parktronic e câmera de ré, os bancos dianteiros com ajustes elétricos e memória, o teto solar panorâmico, o ar-condicionado Thermotronic de duas zonas e o carregador sem fios para celular. O pacote de alarmes traz outra novidade: com o veículo estacionado, o sistema Urban Guard faz o monitoramento, informando o motorista sobre tentativas de roubo, batidas de outros carros e se houver guinchamento.

Também presentes no novo GLA, os sistemas que compõem o Mercedes-Benz Intelligent Drive são os primeiros passos para o universo dos veículos autônomos. Vários sensores, câmeras de vídeo e de infravermelho e radares de longo e curto alcance auxiliam ativamente na função de dirigir. Fazem parte do sistema o Assistente Ativo de Distância Distronic – detecta o tráfego parado e ajuda o condutor a ajustar a velocidade, podendo colaborar ainda na parada total do veículo –, o Assistente de Frenagem, com observação de tráfego cruzado, veículos à frente e pedestres e ciclistas, o Assistente de Ponto Cego, o Auxílio à Direção Evasiva – oferece suporte na manobra controlada em torno de um pedestre, com torque de direção adicional para tornar mais fácil endireitar o veículo novamente –, o Assistente de Direção - ajuda o condutor a manter o carro no centro da faixa, com leves intervenções no volante -, o Assistente de Desembarque e o Pacote de Estacionamento Parktronic com câmera de ré que, ao lado do Assistente de Ponto Cego, é capaz de detectar o tráfego cruzado ao estacionar em marcha a ré, freando automaticamente após emitir um aviso sonoro.

O segmento de SUVs Premium cresceu em todo o mundo, inclusive no Brasil, e a equipe de desenvolvimento da Mercedes-Benz tem reunido esforços para atender aos clientes da categoria. "Em 2020, os SUVs representaram mais de 40% de nossas vendas no Brasil. Com a chegada do novo GLA, estamos muito confiantes de que temos as melhores opções para todos os tipos de clientes que procuram um SUV com visual esportivo e personalidade própria", afirma Jefferson Ferrarez, CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans do Brasil. Com o lançamento do novo GLA 200 AMG Line, a marca "congestiona" as ruas com a maior linha de modelos SUV Premium do mercado brasileiro. Além do novato, oferece o GLC, o GLC Coupé, o GLE, o GLE Coupé, o GLS, o G e o recém-apresentado GLB.

Estratégias reajustadas

Com a decisão da Mercedes-Benz em terminar com a produção de carros em Iracemápolis (SP), o Brasil deixou de ter a primazia de fabricar dois dos principais modelos da marca da estrela de três pontas, o GLA e o Classe C. “A Mercedes-Benz AG está trabalhando rumo ao futuro da mobilidade neutra em CO2 e investindo na transformação da companhia, com foco na eletrificação e na digitalização de seus veículos. Isso inclui a otimização de sua rede global de produção”, foi a justificativa dada no final do ano passado, quando a marca alemã decidiu pelo término da produção no país.

Com o encerramento da produção em Iracemápolis, a empresa ainda está decidindo o que fazer com os trezentos e setenta empregados da fábrica – a maior parte deve ser demitida. Em 2020, o Classe C vendeu 1.977 unidades no Brasil, enquanto o GLA, 1.361. De acordo com a Mercedes, a situação econômica no país tem sido difícil há muitos anos e foi agravada pela pandemia da Covid-19. “A decisão de fechar a fábrica e Iracemápolis foi tomada com base em vários fatores, incluindo a atual situação do mercado brasileiro. Buscaremos alternativas para os empregados, com a possibilidade de um programa de demissão voluntária e outras saídas que serão avaliadas em um futuro próximo”, informou a Mercedes-Benz do Brasil em comunicado oficial.

A Daimler AG manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus em São Bernardo do Campo (SP) e a de cabines de caminhões em Juiz de Fora (MG). O volume de automóveis produzido em Iracemápolis foi transferido para outras fábricas da Mercedes pelo mundo. As cerca de cinquenta concessionárias de automóveis da Mercedes-Benz no Brasil continuarão oferecendo os veículos importados.