Sindicalista é preso por porte de armas no Centro de Santos

Dois revólveres foram apreendidos em uma associação dirigida pelo sindicalista. Na casa dele, em Praia Grande, houve apreensão de R$ 32 mil

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17 OUT 201411h10

A Polícia Civil prendeu na manhã de ontem o sindicalista Alessandro Rodrigues da Silva, de 36 anos, por porte ilegal de dois revólveres de calibre 38 com numeração raspada. Silva é diretor operacional da recém-criada Associação Paulista dos Transportadores Autônomos (Apta) e segundo suplente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam).

Os revólveres foram apreendidos por policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) no banheiro do escritório da Apta, que fica em um prédio na Rua Vasconcelos Tavares,  no Centro de Santos.

Antes da diligência no escritório, os investigadores estiveram no apartamento do sindicalista, no Ocian, em Praia Grande, onde cumpriram mandado de busca e apreensão e o abordaram.

No imóvel foram apreendidos R$ 32 mil, além de seis celulares e documentos.

Após ser autuado pelo delegado Francisco Garrido Fernandes, Silva foi recolhido à cadeia anexa ao 5º DP de Santos.

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes iniciou as investigações há 1 mês (Foto: Diário do Litoral)

Inquérito

Silva é uma das pessoas investigadas em um inquérito da Dise que apura os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Segundo a Dise, o sindicalista teria relação com um grupo que “através de ameaças está expandido suas atividades no transporte de cargas no Porto de Santos”.

Defesa

O advogado do sindicalista, Willian Cláudio Oliveira dos Santos, refuta a acusação que recai sobre seu cliente. “Ele é caminhoneiro. O dinheiro encontrado na residência é fruto de dois caminhões que ele tem. Na residência dele não foi encontrado nenhum ilícito”.

Sobre as armas apreendidas na associação, Oliveira diz que o sindicalista as desconhecia. “Lá é uma associação, tem vários diretores. O banheiro (onde as armas foram apreendidas) é coletivo, onde frequentam vários funcionários, além da diretoria”, afirma o advogado.

Oliveira disse que irá pedir hoje a liberdade provisória do sindicalista.

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