Santos e região têm greve nos ônibus nesta quarta-feira

A confirmação acontecerá em assembleia na noite desta terça-feira, às 19h30, no sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários (Sindrod) de Santos e região

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16 JUN 201419h39

Pelo menos 202 dos 410 ônibus intermunicipais, 300 municipais em Santos, 75 em Praia Grande e 36 em linhas que servem a área continental de São Vicente e Cubatão estarão paralisados na quarta-feira (18).

A confirmação acontecerá em assembleia na noite desta terça-feira, às 19h30, no sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários (Sindrod) de Santos e região.

A greve foi decretada na sexta-feira (13) porque a empresa Piracicabana de transporte coletivo retirou sua contraproposta para renovação do acordo coletivo na data-base de maio.

A empresa requereu dissídio ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), que determinou a permanência de 75% da frota em atividade e marcou audiência de conciliação para as 14 horas desta quarta-feira (18).

Na manhã desta segunda-feira (16), o sindicato promoveu manifestação de motoristas na praça Mauá, diante da prefeitura de Santos, no Centro, das 9h30 ao meio-dia.

Por volta das 11h30, o presidente do sindicato, Valdir de Souza Pestana, junto com o vice, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’ e parte da comissão de base foram recebidos no paço municipal.

O diretor de transportes públicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Rogério Vilani, recebeu os sindicalistas e se comprometeu a interceder na Piracicabana para que atenda a reivindicação da categoria.

Com data-base em maio, os trabalhadores já aceitaram reajuste salarial de 8%, mas reivindicam vale-refeição de R$ 16, contra os R$ 14 anteriormente oferecidos pela empresa.

Diante do impasse no vale-refeição, a Piracicabana retirou toda a contraproposta, na sexta-feira (13), quando protocolou o dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

Ônibus de Santos e região estarão paralisados na quarta-feira (Foto: Matheus Tagé/DL)

Números e informações

O total geral de 810 veículos, contados aí os de reserva especiais, transportam 250 mil passageiros por dia ou 7 milhões e 500 mil mensais, segundo apurou o sindicato junto à empresa.

Dos 4 mil empregados, 1.700 são motoristas e os demais ficam divididos entre pessoal administrativo, de manutenção, operacional e vendedores de bilhetes.

Prevendo a decretação da greve, a empresa conseguiu, na tarde de sexta-feira (13), liminar da juíza Rilma Aparecida Hemetério, garantido 75% da frota em circulação.

Nesta terça-feira (17), os trabalhadores poderão acompanhar o jogo entre Brasil e México, em telão no sindicato, que promoverá nova assembleia, às 19h30, para acertar os detalhes da greve.

“Nessa assembleia, esperamos ter o atendimento da reivindicação”, diz o vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, que considera “positiva” a liminar do TRT.

“Na verdade, a Justiça reconheceu o nosso direito de greve. Embora com 75% da frota nas ruas, o prejuízo da empresa será relevante, muito maior do que gastaria para nos atender”, diz o sindicalista.

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