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Professores decidem se continuam em greve amanhã

No último movimento, mais de 200 profissionais de Guarujá reivindicaram 8% de aumento. Prefeitura quer dar 0,5%

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23 JUN 201409h46

Amanhã, às 16 horas, o Sindicato dos Professores de Escolas Públicas Municipais de Guarujá e Região (Siproem) reúne a categoria para decidir se continua, ou não, em estado de greve, bem como, os próximos passos do movimento por aumento de 8% - 6,13% de reposição da inflação dos últimos 12 meses e ganho real de 1,87%.

A presidente do Siproem, professora Joanice Gonçalves Santos Baptista, acredita na ampla participação dos docentes do Município que, no último dia 11, realizou uma manifestação em frente ao Paço Municipal Raphael Vitiello, onde fica a Secretaria de Educação, com a participação de mais de 200 professores.

Na última assembleia, a categoria rejeitou por unanimidade o reajuste 0,5% para o PBI, 1,0% PBII e 2,5% PEBIII. Além dos 8%, linear, os professores querem e auxílio alimentação de R$: 500,00 (quinhentos reais).

Está prevista outra assembleia no próximo dia 15, às 7 horas em frente a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) de Guarujá, durante o Seminário de Educação, para que a categoria decida sobre o inicio de uma possível greve por tempo indeterminado.

No dia 11, sob a canção “pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, com faixas, apitos, nariz de palhaço e faixas nas mãos, os professores fizeram um manifesto contra o pequeno aumento concedido à categoria (0,5%), pela Prefeitura.

Docentes também se mobilizam pelo País (Foto: Agência Brasil)

A proposta da Prefeitura é aplicar para os professores o que foi decidido na assembleia do funcionalismo público. Atualmente, a rede pública de Guarujá possui 1.800 educadores.

Prefeitura

Por intermédio da Assessoria de Imprensa, a Prefeitura já se manifestou sobre o assunto, esclarecendo que não pode, juridicamente, apresentar nova proposta ao Sindicato dos Professores, pois o Sindicato dos Servidores Públicos de Guarujá (Sindiserv) já aprovou proposta apresentada pela Administração Municipal, inclusive com as correções das distorções salariais nas demais categorias.

A Prefeitura informou que o reajuste proposto aos servidores do funcionalismo municipal representa a reestruturação de uma política salarial, criada pelo atual governo. Desta forma é preciso entender, segundo informa, que diversos cargos receberam aumentos reais de salário, que variaram entre 0,5% até 46%.

A Prefeitura lembra que, este ano, os professores tiveram o direito à titulação acadêmica, junto com o reajuste salarial. Os PEB I tiveram sua hora/aula igualada aos PEB III por lei específica, através da sua qualificação, para efeito da referida titulação acadêmica. Acrescenta ainda como conquistas de grande avanço à categoria a Promoção Horizontal da Carreira do Magistério, o Adicional de Crescimento Profissional por Mérito e o Adicional de Dedicação Exclusiva.
 

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