Funcionários da da Prodesan em ‘estado de greve’

Paralisação poderá ser decretada na quarta-feira e deflagrada na semana seguinte

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30 JUN 201416h33

Os 1.400 empregados da Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan), empresa de economia mista controlada pela prefeitura, estão em ‘estado de greve’, desde 13 de junho.

Eles terão assembleia no sindicato dos trabalhadores na construção civil (Sintracomos), nesta quarta-feira (2), quando poderão decretar a greve propriamente dita para a próxima semana.

Com data-base em maio, a categoria reivindica reajuste salarial de 10%, mas a companhia oferece apenas 6,5%. As partes concordam com o vale-refeição de R$ 18 por dia.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, esgotou as negociações com o presidente da empresa, Odair Gonzalez, e negociará com o secretário municipal de gestão, Fábio Ferraz, nesta terça-feira (1º).

O ‘estado de greve’ foi confirmado na quarta-feira passada (25), em assembleia que lotou o auditório do Sintracomos, quando a categoria aprovou a continuidade das negociações.

Cerca de 650 empregados trabalham na limpeza de escolas, policlínicas, centros de convivência, monumentos, túneis, feiras-livres e eventos festivos.

Mais: desassoreamento de canais, escoamento de águas pluviais, coleta de resíduos volumosos, triagem de lixo reciclável, assessoria de limpeza urbana e transbordo, transporte e disposição final dos resíduos.

A diretora do sindicato Maria Bernardete explica que, apesar de várias empreiteiras prestarem serviços para a prefeitura, “nenhuma se iguala, em qualidade e presteza, à Prodesan”.

Ela cita como exemplo a empreiteira que ficou de limpar o Museu Pelé um dia antes da inauguração: “A terceirizada simplesmente abandonou a tarefa e foi substituída eficientemente pela Prodesan”.

A sindicalista reclama, por outro lado, que os contratos da prefeitura com a empresa de economia mista têm valores defasados e que “isso precisa ser corrigido”.

Funcionários da Prodesan estão em ‘estado de greve’ desde 13 de junho (Foto: Vespariano Rocha)

Asfalto

Na usina de asfalto da empresa, a única da região que atualmente fornece o produto para os nove municípios da Baixada Santista e Litoral, trabalham cerca de 250 pessoas.

Se houver a greve, a usina terá grande prejuízo, pois, atualmente, ela está produzindo cerca de quatro vezes mais que sua média mensal de três mil toneladas.

Isso acontece, segundo Maria Bernardete, porque as usinas da Terracom e da Intercement, que também atendem a região, estão interditadas pela Cetesb.

Em fevereiro, segundo ela, a Prodesan produziu 12 toneladas de asfalto e atendeu principalmente São Vicente e Praia Grande. Seus trabalhadores operacionais ganham piso de R$ 1.300.

A sindicalista pondera que os salários dos demais 450 empregados dos setores de informática, gráfica, administrativo, transportes e outros “também estão baixos”.

Ela explica que o pessoal da Terracom, que presta serviços de limpeza à prefeitura, e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) tiveram reajustes acima do proposto na Prodesan.

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