Santos, na Baixada Santista, lidera o ranking nacional de verticalização / Renan Lousada/DL
Continua depois da publicidade
Quando se fala em “selva de concreto”, a imagem que costuma vir à mente é a da capital paulista, marcada por arranha-céus e avenidas intermináveis. Mas a cidade mais vertical do Brasil não fica na capital. Está no litoral.
Santos, na Baixada Santista, lidera o ranking nacional de verticalização e possui a maior proporção de moradores vivendo em apartamentos no país. Dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 63% da população da cidade vive em prédios, tornando o município o mais vertical do Brasil.
Continua depois da publicidade
Além disso, quando analisado o tipo de domicílio predominante, os números mostram que 67,1% das moradias santistas são apartamentos, proporção maior do que qualquer outra cidade brasileira.
No total, a cidade de Santos possui 167.478 domicílios / Renan Lousada/DLO crescimento da verticalização em Santos também aparece na evolução do número de imóveis.
Continua depois da publicidade
Em 2010, o município tinha 91.228 apartamentos. Já em 2022, esse total chegou a 112.401 unidades, um aumento de mais de 21 mil apartamentos, representando crescimento de 23,2%.
No total, a cidade possui 167.478 domicílios. Entre eles estão:
Mesmo com diferentes tipos de moradia, os prédios dominam amplamente o cenário urbano santista.
Continua depois da publicidade
O levantamento do IBGE mostra que Santos é a única cidade do país em que a verticalização alcança patamar tão elevado.
No ranking das cidades onde mais pessoas moram em apartamentos, aparecem:
São os únicos municípios brasileiros em que mais da metade da população vive em prédios.
Continua depois da publicidade
Outras cidades com alta verticalização incluem Vitória, Porto Alegre, Viçosa, São José, Niterói, Itapema e Florianópolis.
Grande parte do município de Santos está localizada em uma ilha, com espaço reduzido para expansão horizontal / Renan Lousada/DL Segundo técnicos do IBGE, a principal explicação para o fenômeno em Santos está na limitação territorial da cidade.
Grande parte do município está localizada em uma ilha, com espaço reduzido para expansão horizontal. A área continental, por sua vez, possui limitações urbanísticas e ambientais que dificultam novos loteamentos.
Continua depois da publicidade
Diante da escassez de terrenos, a solução encontrada ao longo das décadas foi construir para cima.
Esse processo de adensamento urbano, comum em grandes cidades do mundo, também tem se intensificado no Brasil nas últimas duas décadas.
O aumento de moradores em apartamentos não ocorre apenas em Santos. Dados do Censo mostram que a verticalização se tornou uma tendência nacional.
Continua depois da publicidade
Em 2022, cerca de 12,5% dos brasileiros viviam em apartamentos. Em 2010, esse percentual era de 8,46%, e em 1991, apenas 6,6% da população morava em prédios.
Ao mesmo tempo, a proporção de moradores em casas caiu de 89,4% em 2010 para 84,78% em 2022.
Apesar do destaque de Santos, a realidade é diferente no restante da Baixada Santista.
Continua depois da publicidade
Nos demais municípios da região, as casas ainda predominam como principal tipo de moradia. Depois de Santos, a cidade com maior número de apartamentos é Praia Grande, que possui 41.232 unidades.
Os dados mostram que, enquanto boa parte da região mantém ocupação mais horizontal, Santos se transformou em uma verdadeira selva de concreto à beira-mar, combinando densidade urbana elevada com localização litorânea, um cenário raro no país.