Dersa desclassifica TWB no pregão

Atual operadora das travessias de balsas vai recorrer hoje; Dersa analisa documentação da Internacional Marítima, a 2a colocada

2 MAR 2013 • POR • 20h51

O pregão presencial para a contratação de empresa que prestará serviços de operação e manutenção das travessias de balsas sob a administração da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), ainda não tem empresa vencedora. A sessão foi adiada para hoje em virtude da desclassificação da primeira colocada, a TWB S.A — atual concessionária.

A assessoria de imprensa da Dersa informou que embora a TWB tenha feito a melhor proposta, no valor de R$ 37 milhões contra R$ 37.110 milhões da segunda colocada — Internacional Marítima Ltda — apresentou salários inferiores aos pisos estipulados pelos sindicatos dos marítimos.

Hoje a partir das 15 horas, a comissão do pregão analisa a documentação da Internacional Marítima, que baixou a proposta para R$ 37 milhões . A vencedora poderá ser anunciada nesta terça-feira. O contrato de concessão terá vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado pela empresa.

De acordo com a assessoria da TWB S.A., a empresa recorrerá ainda hoje da decisão da Dersa. A TWB S.A. esclareceu que continuará prestando o serviço até o término do contrato em outubro ou até o anúncio da empresa vencedora do pregão.

A TWB S.A. assumiu as operações e a manutenção das travessias de balsas no dia 19 de abril, mediante contrato emergencial de três meses, prorrogável por mais três meses, no valor de R$ 24.100 milhões — R$ 19.325 milhões (operação) e R$ 4.780 milhões (manutenção), conforme a Dersa.

Salários e benefícios

As propostas salariais para os funcionários apresentadas pela TWB S.A. foram as  seguintes: marinheiro de convés (R$ 650,65), marinheiro de máquina alcançará (R$ 900,20), condutor de motorista (R$ 1.430,80), todas referentes ao salário-base mais adicional de insalubridade.

Já para o mestre arrais o salário seria de R$ 1.860, referente a salário-base mais adicional de insalubridade e ajuda de custo para aperfeiçoamento profissional. Os benefícios previstos, segundo a empresa, eram auxílio-refeição de R$ 270 e pagamento de 75% do plano de saúde do funcionário.