Sul-africanos participam de serviços religiosos em homenagem a Mandela

Durante o serviço religioso, os fiéis fizeram orações especialmente para o líder contra o apartheid e acenderam uma vela em sua homenagem em frente ao altar

8 DEZ 2013 • POR • 12h51

Os sul-africanos encheram templos religiosos de todo o país neste domingo para um dia nacional de orações e reflexões em homenagem a Nelson Mandela. No interior da igreja Regina Mundi, localizada perto do epicentro do da revolta de Soweto, em 1976, o padre Sebastian J. Rossouw descreveu Mandela como o "luar" e disse que ele foi um guia de luz para a África do Sul. Centenas de pessoas participaram da missa.

"Mabida não duvidava da luz", disse Rossouw. "Ele abriu o caminho para um futuro melhor, mas não pôde fazer isso sozinho", disse ele, chamando o ex-presidente por seu nome de clã.

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Durante o serviço religioso, os fiéis fizeram orações especialmente para o líder contra o apartheid e acenderam uma vela em sua homenagem em frente ao altar. Do outro lado da igreja havia uma fotografia em branco e preto de Mandela, que morreu na quinta-feira, aos 95 anos.

A ex-mulher de Mandela, Winnie Madikizela-Mandela, participou, junto com um de seus netos, Mandla Mandela, e do presidente sul-africano Jacob Zuma, de um serviço religioso numa igreja metodista de Johanesburgo.

"É importante que tenhamos um dia no qual todos nós, sul-africanos, estejamos unidos e oremos pelo primeiro presidente democrático e refletir sobre o seu legado", afirmou Zuma. "Mas também orar por nossa nação...orar para que não nos esqueçamos de alguns dos valores pelos quais ele lutou."

Num subúrbio predominantemente branco da capital Pretória, fiéis rezaram por Mandela num local que já foi frequentado por líderes empresariais e pessoas ligadas ao governo do apartheid. Eles rezaram em silêncio enquanto uma imagem de Mandela era colocada na parede acima púlpito da igreja, cena que mostra as enormes mudanças vividas pelo país.

Um serviço religioso também foi realizado da catedral St. George, na Cidade do Cabo, onde uma oração foi feita para o homem cuja jornada de prisioneiro a presidente inspirou o mundo.

Uma cerimônia nacional para o homem que, como o primeiro presidente negro do país, fez da África do Sul uma democracia multirracial, será realizada no estádio de Johanesburgo na terça-feira.

O corpo de Mandela permanecerá em Union Buildings, sede do governo em Pretória, de quarta a sexta-feira e será enterrado na vila de Qunu, no domingo.

Dentre as personalidades que já disseram que participarão dos funerais de Mandela na África do Sul estão o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e dois de seus predecessores, George W. Bush e Bill Clinton.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também irá a Johanesburgo para o memorial a Mandela.

Outros líderes e dignitários que confirmaram comparecimento são o presidente francês François Hollande, a presidente brasileira Dilma Rouseff, o presidente do Parlamento do Chipre Yiannakis Omirou, o primeiro-ministro dinamarquês Helle Thorning-Schmidt, o príncipe herdeiro Frederik da Dinamarca, o primeiro-ministro haitiano

Laurent Lamothe, a primeira-ministra da Noruega Erna Solberg e o príncipe herdeiro Haakon, da Noruega.

O rei Willem-Alexander e o ministro de Relações Exteriores Fras Timmermans representarão da Holanda.