Estado de São Paulo adere ao Programa das Escolas Cívico-Militares

Com a adesão, escolas estaduais de todo o Estado poderão participar do programa que melhora consideravelmente a qualidade do ensino público

8 JAN 2021 • POR • 11h05
Deputado estadual Tenente Coimbra e secretário Rossieli Soares da Silva - DIVULGAÇÃO

Depois de muito trabalho e intermediação do gabinete do deputado estadual Tenente Coimbra (PSL/SP) junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao secretário da Educação Rossieli Soares da Silva, o Estado de São Paulo aderiu ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) nesta quinta-feira (07). 

Com a adesão, escolas estaduais de todo o Estado poderão participar do programa que melhora consideravelmente a qualidade do ensino público. Em 2019, quando o MEC lançou a primeira portaria, o Estado de São Paulo acabou não aderindo ao Pecim. “Em 2020,lutamos muito para, através da adesão direta dos municípios, levar as escolas cívico-militares para a população, e conseguimos. Também nos reunimos por diversas vezes com o secretário Rossieli e intermediamos a participação do Estado com o MEC”, afirmou o parlamentar.  

O termo de adesão foi assinado durante reunião com o secretário de Educação de São Paulo. “A assinatura do documento representa mais uma grande conquista do nosso mandato. Queremos que mais escolas façam parte do programa, proporcionando um ensino de qualidade aos nossos jovens", comemorou o parlamentar, que é criador e presidente da Frente Parlamentar pela Criação das Escolas Militares no Estado de São Paulo.

A partir deste ano, escolas estaduais que desejarem participar do programa poderão manifestar interesse junto à Secretaria da Educação, que ficará responsável pela escolha. Segundo o secretário, o processo de adesão será anunciado em breve. “As escolas que desejarem participar devem ficar atentas que em breve sairão mais informações sobre o processo”, afirmou Rossieli.

No ano passado, também após intermediação do gabinete do deputado, o MEC anunciou a conversão de duas unidades municipais ao modelo cívico-militar. A primeira contemplada foi a escola Matheus Maylasky, em Sorocaba, e a segunda foi a Professor Jorge Bierrenbach Senra, em São Vicente. “Com esse modelo teremos ganhos na melhoria dos índices educacionais, além do resgate de valores éticos e morais. Agora, com a adesão do Estado, as escolas estaduais também poderão fazer parte do programa”, disse o deputado.

Os próximos passos, após adesão, serão a escolha dos dois Municípios, a escolha das duas escolas estaduais e a audiência e consulta pública com a comunidade escolar.

Qualidade
Neste modelo de ensino, os professores continuam responsáveis por toda parte educacional, enquanto militares auxiliam na administração e na parte disciplinar. Nos estabelecimentos que aderiram ao Pecim, a qualidade do ensino, medida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), deu um salto. Enquanto nas escolas tradicionais, a média é de 4,94, nos colégios militares o índice chega a 6,99. Das vinte melhores escolas públicas do país, quatro são militares. 

Além do ganho incontestável na qualidade do ensino, há a valorização dos professores e demais profissionais, que contam com um ambiente com mais respeito e disciplina. Outro aspecto positivo do Pecim é a redução dos índices de violência escolar, propiciando ganhos para toda a comunidade do entorno também.