Sem transbordo, destinação do lixo é desafio em São Vicente

Com área de transbordo interditada, são feitas 30 viagens por dia para levar o lixo ao Sítio das Neves

7 JUN 2017 • POR • 08h22
São Vicente produz por dia 270 toneladas de lixo e consegue reciclar 30% através do programa de coleta seletiva - Divulgação/Codesavi

Um dos maiores desafios de São Vicente é a destinação do lixo. Com a área de transbordo ­localizada no interior do Parque Ambiental Sambaiatuba, no Jóquei Clube, ­interditada, os ­resíduos domésticos são recolhidos pelos caminhões coletores e encaminhados diretamente ao aterro sanitário Sítio das Neves, em Santos. Por isso, são ­necessárias cerca de 30 viagens diárias até o local. Ao todo são utilizados 12 veículos para o serviço, que custa de acordo com o peso e varia de R$ 2,3 milhões mensais e R$ 3,2 milhões durante os meses de maior frequência de ­turistas.

O caminho do lixo

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A cidade produz 270 toneladas de lixo por dia, uma média de sete mil toneladas/mês. Desse montante, cerca de 30% é de lixo reciclável. O serviço de coleta e transporte até o aterro sanitário é realizado pela empresa Terracom. A coleta nos ­bairros segue ­cronograma ­estabelecido pela Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi).

A Administração Municipal ainda não sabe como resolver o problema da destinação do lixo, mas estuda alternativas. “Estamos empenhados, diuturnamente, para resolver essa ­questão. Junto com o prefeito, estamos ­avaliando em várias alternativas para identificar a mais viável para a realidade de São Vicente”, disse Ricardo Horneaux, presidente da Codesavi­.

A Administração Municipal ainda não sabe como resolver o problema da destinação do lixo, mas estuda alternativas. “Estamos empenhados, diuturnamente, para resolver essa ­questão. Junto com o prefeito, estamos ­avaliando em várias alternativas para identificar a mais viável para a realidade de São Vicente”, disse Ricardo Horneaux, presidente da Codesavi­.

Média de reciclagem da cidade é a mais alta da Baixada Santista

São Vicente recolhe cerca de duas mil toneladas mensais de lixo reciclável, a média mais alta da Baixada Santista.  O serviço é feito por três caminhões da Codesavi, porta a porta, uma vez por semana nos bairros da cidade. Depois de recolhido, o material é entregue para a Cooperativa de Catadores do ­Sambaiatuba.
Outro desafio do município é coibir o descarte irregular de lixo. Segundo a Codesavi, desde o início do ano os atendimentos realizados pelo serviço Cata Treco aumentaram 18 vezes.

“O aumento no atendimento do Cata Treco e a reformulação da Coleta Seletiva são duas mostras que a Codesavi dá de que quer virar, em definitivo, a página das montanhas de lixo espalhadas pela Cidade. Outra medida foi a reativação da linha direta com o munícipe pelo WhatsApp (13) 99785-1596, onde ­recebemos mensagens, áudios, fotos e vídeos de pontos de descarte irregular de lixo”, afirmou ­Horneaux.

Confira a galeria com imagens cedidas pela Codesavi e do repórter-fotográfico Matheus Tagé, do Diário do Litoral: