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Vozes que não se calam: jingle emocionante marca 7 anos da tragédia de Brumadinho

A canção composta por artistas mineiros marca o aniversário da tragédia-crime e integra as ações de memória conduzidas pela AVABRUM

Giovanna Camiotto

Publicado em 19/01/2026 às 20:20

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Completa sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais / Isis Medeiros/Avabrum

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No marco de sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (AVABRUM) lançou um jingle autoral em tributo às 272 vidas perdidas, carinhosamente chamadas de "joias" pelas famílias.

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A obra, composta por Marcílio Soares e Sérgio Moreira, busca transformar o luto em uma expressão de memória coletiva, reafirmando que a maior tragédia-crime socioambiental do Brasil não pode ser esquecida.

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Com uma melodia sensível, a canção foi produzida sem o uso de inteligência artificial, uma escolha ética dos artistas para garantir a dimensão humana da homenagem.

O colapso da barragem da Mina Córrego do Feijão ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e foi registrado por câmeras de segurança. Em poucos segundos, uma avalanche de rejeitos de minério de ferro atingiu a área administrativa da Vale, o refeitório e seguiu em direção à comunidade de Córrego do Feijão, não dando tempo para o acionamento de sirenes de emergência/Wikipédia
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Estudos técnicos apontaram que a queda da estrutura ocorreu devido ao fenômeno da liquefação. Isso acontece quando o material sólido acumulado passa a se comportar como um fluido, perdendo subitamente a resistência e provocando um desmoronamento em massa que liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama sobre a bacia do Rio Paraopeba/Wikipédia
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A queda da barragem é considerada a maior tragédia-crime do Brasil em número de vítimas fatais e extensão de danos socioambientais. A lama percorreu quilômetros de floresta nativa, destruiu pontes e infraestruturas locais, além de comprometer permanentemente o ecossistema do rio que abastecia diversas cidades mineiras/Wikipédia
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A barragem de Brumadinho foi construída utilizando o método de alteamento para montante, considerado o mais barato e menos seguro pela engenharia. Após o ocorrido, o governo brasileiro proibiu novas construções desse tipo e determinou o descomissionamento de todas as estruturas similares existentes no território nacional/Wikipédia
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A operação de resgate em Brumadinho foi a maior da história do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O trabalho de busca pelas 'joias', como as famílias chamam as vítimas, estendeu-se por anos sob condições extremas, exigindo tecnologia de geolocalização e perícia constante da Polícia Civil para a identificação dos restos mortais/Wikipédia
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Segundo a associação, a música atua como uma ferramenta de mobilização que ajuda a sensibilizar a sociedade sobre a dor que ainda persiste. “Esse jingle é um abraço em cada uma das nossas joias e uma forma de dizer que elas seguem presentes na nossa memória e na nossa luta”, destaca Nayara Porto, presidente da AVABRUM.

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O lançamento faz parte de uma série de ações realizadas ao longo deste mês de janeiro para cobrar a responsabilização dos envolvidos e manter viva a luta das famílias. Para Nayara, a arte alcança espaços onde o discurso comum muitas vezes falha. 

“A música ajuda a tocar onde muitas vezes as palavras não alcançam e reafirma que seguimos exigindo justiça”, conclui. A faixa não possui fins comerciais e está disponível para audição nas plataformas da associação.

Escute o jingle abaixo.

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