Super El Niño: Brasil pode não ter primavera e meteorologista faz alerta

Piter Scheuer confirma auge do Super El Niño em setembro de 2026. Fenômeno extremo ameaça "cancelar" a estação das flores no Brasil

A primavera deve ser tão quente quanto o verão com o Super El Niño no Brasil

A primavera deve ser tão quente quanto o verão com o Super El Niño no Brasil - Arquivo/Agência Brasil

Prepare o ventilador e redobre a atenção com a hidratação. O meteorologista Piter Scheuer, uma das vozes mais respeitadas do setor, acaba de confirmar que o Brasil está na rota de um Super El Niño avassalador. Segundo o especialista, o fenômeno atingirá seu auge técnico durante a primavera de 2026, o que pode simplesmente “anular” as características tradicionais da estação.

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Em vez de temperaturas amenas e chuvas equilibradas, o que se desenha no horizonte é um cenário de extremos severos. A sensação, para muitos brasileiros, será a de um salto direto do inverno para um verão antecipado e muito mais agressivo do que o normal.

“Estou impressionado que outros colegas também meteorologistas não estão alertando as pessoas sobre a gravidade disso. Gente, será, talvez, pior do que 1983, com calor extremo e muitas tempestades severas”, disse em Scheuer nas redes sociais.

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O auge do fenômeno em 2026

De acordo com as análises de Scheuer, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico está ocorrendo de forma atípica e acelerada. Isso significa que a primavera será o palco principal das maiores anomalias climáticas do ano. O impacto será sentido com força total no Sul e no Sudeste, regiões que já enfrentam uma onda de calor seco persistente.

“É preciso tomar providências desde agora, e não esperar as enchentes começarem. Todos devem se mexer e já limpar os rios, corrégos e assim por diante. É muito grave o que está se desenhando”, reforça Scheuer.

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O termo “não ter primavera” não é apenas força de expressão. O meteorologista explica que a transição suave entre as estações será substituída por bloqueios atmosféricos que impedem a chegada de frentes frias, mantendo o ar seco e as temperaturas muito acima da média histórica para o período.

Impactos no Litoral e Interior

Naturalmente, essa confirmação acende um sinal vermelho para a Baixada Santista e o Litoral de SP. Com o Super El Niño em seu ápice, a expectativa é de que o calor só dê trégua em episódios isolados de tempestades severas, típicas de sistemas de baixa pressão muito intensos.

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O cenário que se desenha é o de uma Primavera muito abafada, com recordes de temperatura e tempestades de grande poder destrutivo, com ventos intensos, muita água caindo em um curto espaço de tempo e riscos para alagamentos, enchentes, deslizamentos e demais ocorrências que colocam a vida de milhares de pessoas em risco.

Portanto, o planejamento para os próximos meses deve considerar um cenário de estresse climático. A agricultura, o abastecimento de água e até o turismo litorâneo precisam se adaptar a essa “nova realidade” onde o calendário marca primavera, mas o termômetro insiste em ditar um verão implacável.

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Fique atento às atualizações, pois o pico do fenômeno ainda está por vir.

Fontes: Análise meteorológica de Piter Scheuer (Jornal Razão) e dados do monitoramento climático global 2026.