A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta quarta-feira (22), uma série de reajustes tarifários que vão elevar a conta de luz em diferentes regiões do país. No total, a medida impacta mais de 29 milhões de unidades consumidoras.
Parte desses reajustes já havia sido anunciada anteriormente e inclui os seguintes percentuais:
- Roraima Energia: 24,13%
- Enel Rio: 15,6%
- Light: 8,6%
- CEA Equatorial: 3,54%
Na decisão desta quarta-feira, a Aneel aprovou os reajustes de outras distribuidoras relevantes, consolidando o que especialistas já chamam de uma “super-quarta” de aumentos tarifários no setor elétrico.
Novos índices aprovados
Entre os novos índices aprovados, destacam-se:
- CPFL Santa Cruz: 18,89% – um dos mais elevados do ciclo
- CPFL Paulista: 12,13% – atende mais de 5 milhões de consumidores no interior de São Paulo
Também tiveram reajustes confirmados as seguintes distribuidoras:
- Energisa Mato Grosso do Sul: 12,1%
- Coelba: 5,8%
- Energisa Mato Grosso: 6,86%
- Neoenergia Cosern: 5,4%
- Enel Ceará: 5,78%
- Energisa Sergipe: 6,86%
Por que a conta de luz sobe?
Apesar das diferenças entre as distribuidoras, os reajustes seguem uma lógica comum. De acordo com a Aneel, os aumentos refletem principalmente:
- A alta dos custos com compra de energia
- Os encargos setoriais – especialmente a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) , fundo bancado pelos consumidores para subsidiar políticas públicas
- As despesas com transmissão
Vale destacar que, nas regiões Norte e Nordeste, parte das distribuidoras conseguiu reduzir o impacto dos reajustes com a antecipação de recursos ligados ao UBP (Uso de Bens Públicos) . Isso ajudou a manter os índices em um dígito.
É o caso da Coelba, que teve a antecipação de R$ 1 bilhão em recursos da UBP – solicitação feita pela própria distribuidora para aliviar a tarifa neste ciclo.
Mesmo assim, o percentual de 5,8% é maior do que a estimativa do mercado para o IPCA, índice oficial de inflação, projetado em 4,8% no boletim Focus divulgado recentemente pelo Banco Central.
Além disso, parte das tarifas incorpora ajustes financeiros de ciclos anteriores. Outro fator: mecanismos que vinham segurando a conta de luz deixam de valer, pressionando os índices atuais. Apesar disso, a diretora Agnes da Costa destacou a necessidade de ações estruturais que visem minimizar o impacto para o consumidor.
Novos aumentos ainda em análise
A tendência de alta pode continuar. Isso porque a Aneel ainda analisa outros processos tarifários em consulta pública. Entre eles, estão:
- Copel: 19,2%
- Energisa Sul-Sudeste: 7,23%
Vale lembrar que esses índices ainda podem ser alterados antes da aprovação final.
