Cortar gastos e adotar uma política sustentável. Essas são as vertentes principais de Ricardo Young, vereador e pré-candidato da Rede Sustentabilidade a prefeitura de São Paulo.
“A prioridade é um saneamento orçamentário. A cidade de São Paulo está no limite da sua capacidade de investimento. Há muita possibilidade de se cortar custos. Há um desafio de gestão na cidade. Ela não pode continuar sendo gerida de forma centralizada. Temos que aplicar os princípios das cidades sustentáveis.
Toda e qualquer política pública tem que estar subordinada a questão dos eixos das cidades sustentáveis. Temos que regenerar serviços ambientais. A começar pelo cuidado com os parques, zeladoria, ampliação de áreas verdes, preservação dos mananciais, políticas habitacionais que estejam articuladas e integradas com os serviços ambientais. A agenda é grande. Nós pretendemos contribuir para avançar esse debate com mais profundidade”.
Young acredita que pode surgir como uma terceira via na disputa eleitoral municipal. Segundo ele, a legenda adota uma nova forma de fazer política e possibilidade de verdadeira renovação.
O vereador também fez uma análise sobre o o PT e PSDB, que polarizaram a briga por São Paulo no último pleito municipal. Para Ricardo Young, ambos partidos enfrentam crises.
“Estamos vivendo um momento de descrédito muito grande da política. Isso tem se dado pela forma como os partidos tem atuado. Os dois principais partidos do país estão em profunda crise. O PT em toda a crise, que antecede o Lava Jato, essa crise vem desde o Mensalão. E o PSDB que não consegue se organizar como oposição. Também tem uma série de contradições internas, luta pelo poder. Tem o grupo do Serra e o grupo do Alckmin. A questão do Aécio. O PSDB, ao olhar para 2018, esquece o 2016. O partido rachou”.
O parlamentar da Rede também falou sobre outros nomes que estão na disputa como Marta Suplicy, pelo PMDB e Celso Russomano, pelo PRB.
“A Marta é uma pessoa conhecida, mas ela não representa o novo. Pelo contrário, ela tenta inovar através de um partido que era até pouco tempo base do governo, cujo o vice-presidente é sua maior expressão. O Russomano nós já conhecemos. Sabemos que ele tem o fôlego de partida, mas dificuldade na chegada”.
