Educação e trabalho. Essas são as prioridades do pré-candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) à Prefeitura de São Vicente, Fernando Xavier. Essa é a primeira vez que o advogado concorrerá ao cargo, após tentativa não sucedida, em 2012, quando estava no Partido Humanista da Solidariedade (PHS).
“Tem que haver mudanças. Essa mudança tentei fazer em 2012 pelo PHS, mas tiraram a minha legenda e a chance de me eleger prefeito. Tive que apoiar o Bili porque o sistema que existia não ia apoiar”, afirmou Xavier.
Sem a possibilidade de efetivar a sua candidatura, Xavier apoiou o prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili (PR), e seguiu dentro da gestão como assessor. “Fui assessor do Bili. Não sou aliado dele. Sou aliado da cidade. Eu queria o melhor para São Vicente, não queria isso e não quero. Fui um cara que apoiei o Bili e fui jogado para escanteio. Por isso me coloco pré-candidato a prefeito para ter o poder da caneta, pois vou tomar as minhas decisões”, destacou.
Xavier disse que houve muitas coisas ruins na administração de Bili, mas que o legado do prefeito é o atual cenário eleitoral. “Se o Bili fez alguma coisa por São Vicente foi mostrar que as pessoas podem e devem concorrer. Se ele não acertou no governo e com a sua equipe técnica é outro ponto. Ele teve coragem contra uma dinastia que tinha se implantado em São Vicente por 20 anos”, disse.
O pré-candidato disse que conta com o apoio do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que foi candidato a governador pelo PMDB. A parceria promoverá ações voltadas à educação e ao trabalho. “Toda escola municipal de São Vicente, assim que eu assumir, será com metodologia do Sesi. Isso é possível porque já está sendo feito em 10 municípios. É um plano piloto e o Skaf tem um compromisso comigo. A educação é o único modo de transformação da população”, afirmou.
