O deputado federal e pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo Novo, Vinicius Poit, afirmou na manhã desta segunda-feira em entrevista ao programa Metrópole em Foco, da Rádio Trianon, que não vai permitir mais nenhum aumento de imposto em São Paulo caso seja eleito ao Palácio dos Bandeirantes.
“Comigo não vai ter mais aumento de imposto nenhum no estado de São Paulo. Inclusive, a minha primeira atitude [caso seja eleito ao cargo] vai ser revogar o decreto que deu um cheque em branco para o Doria aumentar o ICMS no meio da pandemia”, garantiu ele.
A entrevista, comandada pelo jornalista Pedro Nastri, contou com a participação do repórter Bruno Hoffmann, da Gazeta.
O pré-candidato também foi questionado sobre como reaquecer a produção fabril no Estado, principalmente no ABC Paulista, que enfrenta uma fuga de empresas nos últimos anos.
Poit afirmou que, além de revogar o aumento de impostos, ele pretende enxugar a máquina pública e devolver rapidamente o crédito tributário às indústrias paulistas. Em médio prazo, também quer investir em ensino profissionalizante, “ a exemplo do que Zema [o governador Romeu Zema] fez em Minas”.
Durante a conversa, Poit destacou algumas vezes que não vai usar o fundo eleitoral, conhecido como fundão, a que os partidos podem usar durante as eleições. Ele, inclusive, devolveu simbolicamente ao lado de companheiros de partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última semana mais de R$ 87 milhões a quem o partido teria direito para usar no pleito deste ano.
“O Novo é o único partido que não usa o dinheiro do povo. O valor de todos os partidos reunidos dá R$ 5 bilhões, que poderia ir para a segurança, para a saúde. Desafio todos os outros pré-candidatos a abrir mão do fundo eleitoral”, disse.
“Tem que expor os vagabundos que usam o fundão. Esse pessoal tem que ter coragem de assumir que vão utilizar, ou abrir mão”, completou, enfático.
Privatizar a Sabesp
Vinicius Poit garantiu que vai trabalhar para privatizar a Sabesp, empresa de economia mista responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 363 municípios paulistas.
Segundo ele, um dos motivos para a decepção com a gestão João Doria (PSDB) no Governo de São Paulo foi justamente deixar de fazer a privatização da Sabesp. Ele também se diz decepcionado com o presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu pedi voto para o Bolsonaro e para o Doria no segundo turno de 2018. Eu acreditava que Bolsonaro iria fazer todas as privatizações e as reformas necessárias. E eu acreditava que Doria iria privatizar a Sabesp, enxugar as secretarias, melhorar o salário da polícia”, explica.
Ele, porém, não se arrepende de ter votado em ambos àquela altura, porque as outras opções “eram piores”. “Era o o PT para a presidência da República e o Márcio Cuba [Márcio França] para governador, que é apoiador do Lula. Ele fica brigando com o [Fernando] Haddad para ver quem é filho mais bonito do Lula”.
Na entrevista, Poit também prometeu colocar 4,5 mil escolas com ensino integral no Estado, diminuir em pelo menos 10 as secretarias do governo paulista e adotar um prontuário eletrônico único na área da saúde estadual.
Assista à entrevista completa no link abaixo:
