Vereadores não querem abrir CEI sobre ‘chequinhos’

Parlamentares resolvem não abrir Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o já conhecido escândalo

A Câmara de Santos perdeu ontem a oportunidade de mostrar para a população que, realmente, cumpre seu papel institucional: fiscalizar o Executivo. Nem o vereador Evaldo Stanislau (Rede), principal denunciante do já conhecido “Escândalo dos Chequinhos”, teve a coragem de submeter ao plenário o pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a denúncia da enfermeira Ivete Vargas Dantas.        

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Ontem, o Diário do Litoral publicou a cobrança do juiz federal do trabalho aposentado Gilson Ildefonso de Oliveira que acredita que a CEI é fundamental para ajudar a elucidar a questão dos pagamentos supostamente irregulares, alvos dos ministérios públicos estadual e federal, além da Polícia Federal (PF), mas não da Câmara.   

Ivete Vargas já é uma das peças chave para substanciar as investigações sobre pagamento a terceiros via depósito bancário sem identificação do depositante.

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“Existe denúncia da contratação de dezenas de trabalhadores que atuam como apoiadores do governo municipal de modo informal, anômalo, sem previsão legal ou constitucional. Tudo errado e a Câmara se omite”, disparou ontem o juiz aposentado.  

O que eles falam:

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“A Administração está atenta e vai demonstrar toda a legalidade do processo”. Ademir Pestana.

“A Prefeitura está acompanhando tudo e está tomando as providências cabíveis”. José Lascane.

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“Preciso conversar com o meu partido e ter provas. Eu não tenho nenhum chequinho”. Zequinha Teixeira.

“Não temos um caso confirmado de desvio. Se alguém ganhasse sem trabalhar, sim para a CEI”. Geonísio Aguiar.

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“Já está sendo analisado pela PF e Promotoria. Então a CEI é desnecessária”. Benedito Furtado.

“Assinaria a CEI, se o Stanislau apresentar. É preciso investigar e o prefeito se defender”. Marcelo Del Bosco.

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“Estou aguardando respostas da Prefeitura. Se não forem a contento, posso propor a CEI”. Kenny Mendes.

“Eu não posso ir contra o meu povo que é o meu prefeito Paulo Alexandre Barbosa”. Jorge Carabina.

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“Na fase atual, a CEI seria uma iniciativa meramente política. Espero apuração dos órgãos”. Murilo Barletta.

“Infelizmente, não faço parte das três comissões  deveriam estar trabalhando pela CEI”. Antonio Carlos Banha.

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“Está sendo investigado pelo MP e pela PF. Já estão sendo atendidos os anseios da população”. Sandoval Soares.

“Existe uma liderança e uma oposição que deveriam estar a frente da questão”. Sérgio Santana.

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“Venho investigando desde 2013 e, do ponto de vista prático, o assunto já está sendo investigado”. Evaldo Stanislau.

“Não há indícios de irresponsabilidade. A orientação da bancada é analisar com cuidado”. Manoel Constantino.

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“O MP é o fim da CEI e ele já está averiguando. Portanto, a CEI seria inócua, sem sentido”. Adilson Júnior.

“Sigo a liderança do partido e do governo. Sigo o que o Ademir Pestana determinar”. Roberto Teixeira.

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“Apresentaria a CEI, mas precisa de sete votos. Nenhum governo deveria ter medo de CEI”. Douglas Gonçalves.

“Em ano eleitoral pode parecer oportunismo político. Há limites legais por ser ano eleitoral”. Igor Martins.

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Não falaram:

Bravo, Sadao Nakai, líder do Governo, não se manifestou.

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Cacá Teixeira resolveu ficar calado e o vereador Hugo Duppre não foi encontrado pela Reportagem.