‘Temos um passivo enorme’, diz Hallite

Pré-candidato à prefeitura de Santos pelo PRTB, especialista em gestão portuária e professor fala sobre os projetos para a cidade

“Temos um passivo enorme de situações não resolvidas em relação a todas as áreas. Quanto você mais mergulha numa determinada área, você encontra um caminhão de coisas que não são resolvidas”. Essa é a avaliação que o professor e especialista em gestão portuária Hélio Hallite tem sobre a situação que vive a cidade de Santos.

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Hallite é pré-candidato à prefeitura pelo PRTB.  “A mesma velocidade que nós crescemos, nós estamos utilizando para voltar para trás. Isso é assustador”, completou o professor, que vê a necessidade de se resolver o quanto antes este passivo e de se planejar a cidade para gerações ­futuras.

“Nós temos que ser os melhores naquilo que nós somos. Não é um projeto pessoal, mas de cidade. Não é um projeto para consertar ciclovia no ano que vem, para fazer algum reparo pequeno em algo que foi feito ano passado. Temos que planejar Santos para os próximos 5, 10, 15, 30 anos”.

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O pré-candidato lista como passivo projetos como a entrada da cidade, o Santos Novos Tempos e a ligação seca entre Santos e Guarujá.

“Não podemos estar no século 21 com problemas de 60 anos atrás. Isso é atraso de vida. Santos tem que aprender a ser a cidade de excelência. Temos que preocupar com a nossa qualidade de vida e que ela ilumine as outras cidades. Vejo Santos muito refém. Destinada ao atraso se ela não reagir”.

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Com experiência na área portuária, ele cita as cidades de Antuérpia (Bélgica), Roterdã (Holanda) e Hamburgo (Alemanha) como exemplos que se desenvolveram com auxílio do porto.

Hallite defende que Santos precisa ter uma nova postura de ­governança.

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“Passamos por um grande tsunami de desgoverno. O modelo de governança faliu. Estamos torcendo para juristas hoje. Temos que recuperar uma coisa da época do Jânio Quadros, e varrer isso definitivamente. Entender que precisamos de uma nova postura de governança”.

O pré-candidato garante que irá basear a pré-candidatura em propostas e não em ataques.

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“Não vou atacar A ou B. O momento é de trabalho conjunto para recuperar um tempo perdido e entender que temos um futuro pela frente”.