Política

Recife: comitê de campanha amanhece com faixas pretas e clima é de tristeza

O coordenador de Infraestrutura do comitê, Gustavo Melo, informou que a campanha está suspensa por tempo indeterminado. “A campanha está parada, como se o exército perdesse o seu líder"

Publicado em 14/08/2014 às 11:19

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O principal comitê de campanha do PSB no Recife amanheceu hoje (14) com faixas pretas nos muros, em luto pela morte do candidato do partido à Presidência da República, Eduardo Campos, que morreu ontem em acidente aéreo em Santos (SP). Os pouco colaboradores que foram ao local, no bairro Parnamirim, tinham semblante abatido e vestiam camisas pretas.

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O coordenador de Infraestrutura do comitê, Gustavo Melo, informou que a campanha está suspensa por tempo indeterminado. “A campanha está parada, como se o exército perdesse o seu líder.” Ainda sem definição sobre o futura da chapa, correligionários foram orientados a recolher material de campanha com a foto de Eduardo Campos espalhado nas ruas da capital.

“Mais de 90% das nossas peças têm a foto de Eduardo. Tínhamos uma programação, um cronograma e tudo foi abortado. O momento agora não é de campanha. É de luto e tristeza. Está todo mundo abatido”, acrescentou Melo.

Material de campanha com imagens de Eduardo Campos é recolhido no comitê central do PSB em Recife (Foto: Agência Brasil)

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Nas ruas da capital pernambucana, o sentimento também é de tristeza e incredulidade. O vigilante Luiz Antônio Cândido disse à Agência Brasil que “ficou sem ação” com a tragédia. Segundo ele, a cidade praticamente parou depois da notícia do acidente. “Pernambuco parou. Não registrei nenhum carro. Hoje também está muito diferente do normal”, comentou o vigilante.

A vendedora autônoma Sunamita Rodrigues disse que a tristeza pela morte do ex-governador é semelhante ao sentimento da perda de um ente querido da família. “Não acompanho muito política, mas gostava muito dele. É um sentimento de profunda tristeza, como se um parente tivesse morrido”.

A doméstica Jacilda Lopes disse ainda não acreditar no ocorrido. “Estou muito triste. Eu vejo na televisão, mas ainda não acredito que essa tragédia aconteceu”.

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