Rampa do Palácio do Planalto apresenta rachadura e deverá passar por reforma

A menos de um ano da posse do sucessor de Michel Temer, uma rachadura se abriu na rampa exterior do Palácio do Planalto, pela qual o presidente eleito atravessa para assumir oficialmente.

A campanha eleitoral não é o único obstáculo no caminho dos candidatos presidenciais para assumir o comando do país na disputa deste ano. A menos de um ano da posse do sucessor de Michel Temer, uma rachadura se abriu na rampa exterior do Palácio do Planalto, pela qual o presidente eleito atravessa para assumir oficialmente.

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A fissura, que danificou o mármore que recobre a estrutura histórica, ocorreu justamente em sua extremidade superior, onde ocorre a cerimônia de passagem da faixa presidencial e onde os Dragões da Independência fazem a vigília da sede administrativa.

A causa do estrago é o desgaste temporal, mas assessores criaram uma versão bem-humorada para explicá-lo: foi o atual presidente que provocou a rachadura para não ter de descer a rampa, ou seja, deixar o cargo em 1º de janeiro de 2019. O emedebista tem negado publicamente que disputará a reeleição, mas, em conversas reservadas, considera a possibilidade caso sua rejeição caia.

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Segundo análise preliminar feita pela Secretaria de Governo, a fissura não afetou a estrutura principal da rampa e, portanto, não há chances de desabamento. Ela foi inaugurada em 1960 e passou por uma obra há cerca de dez anos.

Com a rachadura, uma nova reforma foi programada para este mês. Para iniciá-la, os técnicos do Planalto esperam diminuição no volume das chuvas, que costumam arrefecer no final de março.

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A subida da rampa do palácio tornou-se parte da cerimônia de posse desde a inauguração da sede do Executivo. A estrutura também é utilizada em visitas oficiais de autoridades estrangeiras, que percorrem o caminho ao som de marchas militares e são recebidas na extremidade superior pelo presidente brasileiro.

Além do caráter cerimonioso, a estrutura revestida de mármore também serve como saída de emergência do Palácio do Planalto em casos de incêndio ou tumulto.

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Em maio de 2016, após ter sido afastada temporariamente do cargo, Dilma Rousseff preferiu não sair da sede administrativa pela rampa, passando a mensagem de que não havia desistido do posto.

Fernando Collor, também alvo de impeachment, adotou comportamento semelhante e deixou o Palácio do Planalto por uma saída lateral.

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A descida da rampa fora de cerimônia oficial, no entanto, não é considerada uma quebra de protocolo. Antecessores de Temer já fizeram o trajeto para cumprimentar manifestantes e eleitores.