PT quer eleger dois vereadores em Santos

Presidente da legenda fala sobre frente progressista e critica legislação que permite janela partidária

O Partido dos Trabalhadores (PT) estima eleger dois vereadores para a Câmara Municipal de Santos nas eleições deste ano. Quem garante é o presidente do partido na cidade, Bartolomeu Pereira de Souza.

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“Vamos voltar a ter as duas cadeiras que tínhamos. Eleger dois vereadores na cidade. Estamos trabalhando para isso”, disse o petista.

A legenda de esquerda está pela primeira vez, em 33 anos, sem nenhum representante no Legislativo santista. Para recuperar o prestígio na Casa, o PT pode lançar Telma de Souza como candidata a vereadora encabeçando uma lista que compõe a frente progressista formada em conjunto com o PDT e o PCdoB.

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“Há possibilidade concreta disso. Todo esse quadro teremos fechado após o 2 de abril. Mas é uma possibilidade da companheira Telma puxando uma chapa dessa frente progressista”.

Bartolomeu Pereira de Souza criticou a legislação eleitoral, que permite a janela para que os políticos possam trocar de partido. “O PT atualmente não tem nenhum vereador, mas isso provocado por uma legislação eleitoral completamente estapafúrdia. Essas janelas para quem está no partido e ir para outra legenda. Nesse momento, quem não tem muito compromisso ideológico, acaba vindo à cabeça como “vou me eleger pelo partido X?” ou “pelo partido X terei recursos?”, e aí opta para onde acha que terá condições de se eleger. Isso é muito ruim para a construção partidária”.

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O petista destacou que o partido possui um projeto que pode transformar a vida das pessoas. Ele ressaltou projetos federais voltados para a educação como o ProUni, Pronatec e Ciências sem Fronteiras.

Ele também fez uma defesa do programa Bolsa Família. “O Bolsa-família quebrou a engrenagem maldita que existia. O pai e a mãe eram analfabetos e o filho também seria. O programa possui uma série de regras. A criança tem que estar na escola, vacinada, com todos acompanhamentos e fora do trabalho infantil. Os pais que entraram no início do programa, hoje, não precisam mais. Eles fizeram cursos profissionalizantes. Ou os filhos tiraram os pais da miséria passando a ensinar. É luz onde havia ­escuridão”.

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Por fim, Bartolomeu apontou falhas na gestão Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e apontou que 80% do plano de governo do prefeito não foi cumprido.

Souza vê aliança com PPS distante

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O presidente do PT, Bartolomeu Pereira de Souza, também falou sobre uma possível aliança entre o PT e o PPS para apoiar a pré-candidatura do vereador Marcelo del Bosco à prefeitura de Santos.

O parlamentar procurou Telma de Souza, uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores, para discutir a cidade.

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“O vereador Marcelo procurou a companheira Telma para conversar sobre a política, sobre a cidade, sobre a conjuntura. O Marcelo está no PPS, que é inimigo do Governo Federal. Mas a gente discute a cidade. Provavelmente não estaremos juntos”.

Presidente do PT comenta saída de Adilson Júnior: ‘Tinha lugar para ele ficar’

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O presidente do PT santista, Bartolomeu Pereira de Souza, também falou sobre a saída do vereador Adilson Júnior, que migrou para o PTB e agora é aliado do governo Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

“Eu conversei longamente com ele antes da saída. Ele achava que não tinha como crescer no PT, além de estar inseguro. Ele perguntou qual era o projeto e eu respondi que o projeto do PT nós construímos sempre. Não tem uma caixinha para um e para outro. Tinha lugar para ele ficar e construir esse projeto”.

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Segundo Pereira de Souza, a legenda é exigente com seus parlamentares, e o ex-petista não assimilava bem algumas posições.

“Tem uma carta-compromisso que o candidato assina e nela existem algumas diretrizes. Primeiro, você tem que ser oposição. Se você se elege pela oposição, tem que seguir essa linha. Segundo, que o mandato não é seu. Os mandatos dele e do Evaldo, por exemplo, foram 2.060 votos do Chico (da Settaport), mais de 2.000 votos do Reinaldo Martins, outros 1.962 votos de outro companheiro (Douglinhas). Além de outros companheiros de chapa. Enfim, um vereador, a não ser que ele tenha 20 mil votos, não se elege sozinho. Por isso que o mandato é do partido. Foi uma chapa que o elegeu. O Adilson não entende muito isso”.

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Por fim, o presidente do PT disse acreditar que o parlamentar seguia outras indicações ao invés da política, mas ressaltou que não existem divergências entre Adilson Júnior e o PT.

“Ele também tem uma ligação com a igreja, nada contra a igreja, mas a subordinação dele parece que foi mais para igreja do que com a política. Mas temos uma boa relação. Ele acha que no PTB pode ter esse projeto, ter uma ascensão dentro do partido”.

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Outro parlamentar que deixou o Partido dos Trabalhadores em Santos foi Evaldo Stanislau, em setembro de 2015.

À época, o vereador, que estava filiado ao PT há 12 anos, disse que a saída de Arthur Chioro do Ministério da Saúde para entregar a pasta ao PMDB foi “a gota d’água” e que o fato o motivou a pedir o desligamento da ­legenda.

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Atualmente, Stanislau milita pela Rede Solidariedade e ainda faz oposição ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

Além disso, o vereador é um dos oito pré-candidatos já anunciados para concorrer a Prefeitura de Santos.