Política

Projeto de lei quer impedir retirada de símbolos religiosos em sessões oficiais

A proposta do deputador Pastor Diniz cria conceito de 'laicidade colaborativa' e blinda leitura da Bíblia e crucifixos nos três Poderes

Giovanna Camiotto

Publicado em 11/02/2026 às 18:52

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Este novo projeto de lei regulamenta a interpretação sobre a liberdade religiosa no Brasil / Pexels

Continua depois da publicidade

A Câmara dos Deputados informou que está analisando o Projeto de Lei 4972/25, que regulamenta a interpretação sobre a liberdade religiosa no Brasil, estabelecendo o conceito de "laicidade colaborativa". A proposta visa garantir juridicamente a presença de símbolos religiosos e a leitura de textos sagrados em sessões oficiais dos Três Poderes. 

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A PL, que é autoria do deputado Pastor Diniz (União-RR), baseia-se na Constituição Federal, que veda ao Estado criar cultos, mas permite a "colaboração de interesse público" com organizações religiosas.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• A Bíblia mais antiga do mundo: O segredo milenar escondido nas montanhas da Etiópia

• Lua de sangue, que acontece em breve, é 'o dia temível do Senhor', segundo a bíblia

• Proposta que proíbe mudanças na Bíblia divide igrejas e ameaça diálogo religioso

Em seu argumento, o político defende que a separação entre Igreja e Estado representa uma convivência colaborativa e não significa ausência de religião nos espaços públicos.

Interligação

Segundo Diniz, o princípio da laicidade não seria bem compreendido e poderia resultar em tentativas de negar o vínculo entre religião e vida pública.

Continua depois da publicidade

"Há constantes tentativas de subvertê-lo [o princípio], seja pela supressão da linha que demarca o Estado laico da religião... seja pela negação do vínculo profundo que existe entre a religião e todas as manifestações de vida pública em um país profundamente religioso como o nosso", defendeu o deputado.

Câmara analisa o PL 4972/25, que propõe regulamentar a liberdade religiosa e introduz o conceito de 'laicidade colaborativa' no Brasil /Pexels
Câmara analisa o PL 4972/25, que propõe regulamentar a liberdade religiosa e introduz o conceito de 'laicidade colaborativa' no Brasil /Pexels
Proposta do deputado Pastor Diniz (União-RR) prevê respaldo jurídico para símbolos religiosos e leitura de textos sagrados em sessões dos Três Poderes /Pexels
Proposta do deputado Pastor Diniz (União-RR) prevê respaldo jurídico para símbolos religiosos e leitura de textos sagrados em sessões dos Três Poderes /Pexels
Autor argumenta que a Constituição permite colaboração de interesse público com organizações religiosas, sem ferir o Estado laico /Pexels
Autor argumenta que a Constituição permite colaboração de interesse público com organizações religiosas, sem ferir o Estado laico /Pexels
Segundo Diniz, a laicidade não significa ausência de religião nos espaços públicos, mas convivência entre Estado e manifestações religiosas /Pexels
Segundo Diniz, a laicidade não significa ausência de religião nos espaços públicos, mas convivência entre Estado e manifestações religiosas /Pexels
Texto estabelece que exibição de símbolos e leitura de livros sagrados em sessões oficiais não configuram afronta ao princípio do Estado laico /Pexels
Texto estabelece que exibição de símbolos e leitura de livros sagrados em sessões oficiais não configuram afronta ao princípio do Estado laico /Pexels

Configuração da PL

O projeto de lei dispõe que não constitui violação ao princípio do Estado laico a manifestação religiosa por meio da exibição de símbolos ou da leitura de textos e livros sagrados durante sessões legislativas e eventos similares no âmbito dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Caso seja aprovada, a proposta seria uma barreira contra ações judiciais que tentam remover crucifixos de tribunais ou impedir a leitura da Bíblia no início de sessões em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, sob a justificativa de que o Brasil é um Estado laico.

Continua depois da publicidade

É importante frisar que o projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Cultura, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software