Procuradoria começa a analisar acusações contra Pedro Paulo

Deputado federal licenciado pelo PMDB, ele é acusado de agredir sua ex-mulher Alexandra Marcondes, de acordo com duas ocorrências registradas por ela, em 2008 e 2010

A Procuradoria Geral da República (PGR) começa a analisar a partir da próxima semana o caso do secretário executivo de Governo da prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Carvalho. Deputado federal licenciado pelo PMDB, ele é acusado de agredir sua ex-mulher Alexandra Marcondes, de acordo com duas ocorrências registradas por ela, em 2008 e 2010.

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No último dia 6, o Ministério Público do Rio enviou para a PGR, em Brasília, os autos do inquérito sobre a briga envolvendo Pedro Paulo e a ex-mulher. Isso foi necessário porque Pedro Paulo é deputado e, portanto, tem foro privilegiado. Desse modo, só pode ser processado pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da PGR.

Os investigadores começarão a analisar o caso a partir desta segunda-feira. O objetivo é ter uma conclusão antes do fim de dezembro. Com isso, a PGR solicitará a abertura de inquérito ou arquivamento ao STF. Como envolve a agressão a uma mulher, Pedro Paulo pode ser enquadrado na Lei Maria da Penha, cuja punição é de um a três anos de prisão.

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Pré-candidatura

A história veio à tona somente este ano após o lançamento da pré-candidatura de Pedro Paulo à sucessão do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Foram reveladas duas ocorrências registradas pela ex-mulher Alexandra Marcondes. Em duas entrevistas coletivas, Pedro Paulo admitiu que bateu na mulher, mas disse que houve agressões mútuas. “Muitas vezes acontecem nos lares desentendimentos e erros. Não vou fazer aqui uma discussão se ela me agrediu, se eu me defendi. Não cabe aqui dizer o que aconteceu, qual foi o nível desse descontrole”, disse Pedro Paulo, em entrevista no dia 6.

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As declarações foram feitas após a divulgação de uma briga que ocorrera em fevereiro de 2010. Segundo boletim de ocorrência feito por Alexandra, ela voltou mais cedo de uma viagem e encontrou roupas íntimas femininas no quarto do casal. Ao cobrar explicações do então marido. Pedro Paulo ficou irritado, jogou-a no chão e passou a agredi-la.

Quando tratou do assunto pela primeira vez, ele chegou a dizer que havia sido “um episódio isolado”. Dias depois, no entanto, foi revelada mais uma agressão, ocorrida em 2008, em São Paulo. Essa segunda agressão também foi registrada por Alexandra à Polícia. Em seguida, Pedro Paulo convocou mais uma entrevista coletiva para se explicar. Desta vez, a ex-mulher o acompanhou e saiu em defesa dele. “Quem nunca teve uma briga dentro de casa?” disse Pedro Paulo. “Ele nunca foi agressivo”, disse Alexandra.

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Até então, Eduardo Paes mantém apoio ao nome de Pedro Paulo para sucedê-lo. Além de amigo, o secretário é seu principal braço direito na prefeitura carioca. Caso Pedro Paulo não seja candidato, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), poderá ficar com a vaga.