Política

Políticos da Região têm nomes citados em operação da Lava Jato

A Polícia Federal encontrou planilhas de pagamentos da Odebrecht para cerca de 200 políticos de 18 partidos

Da Reportagem

Publicado em 23/03/2016 às 14:50

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Marcia Rosa (PT), Sérgio Aquino (PMDB), Beto Mansur (PP) e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) aparecem em planilhas de pagamentos da Odebrecht / Divulgação e Arquivo/DL

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A Polícia Federal encontrou em uma ação de busca da Operação Lava Jato planilhas de pagamentos da Odebrecht para cerca de 200 políticos de 18 partidos. Entre os nomes, dois prefeitos da região. Paulo Alexandre Barbosa (PDSB), de Santos e Marcia Rosa (PT), de Cubatão. O deputado federal Beto Mansur (PP) e o ex-candidato à Prefeitura de Santos, Sérgio Aquino (PMDB), também têm os nomes nas planilhas. Os repasses foram feitos nas campanhas municipais de 2012 e para a eleição de 2014.

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Os documentos foram apreendidos nas buscas realizadas em um endereço do executivo da empreiteira Benedicto Barbosa Júnior, o BJ, durante a 23ª fase da Lava Jato, em fevereiro, que tinha como alvo principal o marqueteiro João Santana.

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Entre os políticos mencionados na lista, estão os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), que morreu em agosto de 2014.

Os investigadores apuram se os repasses se tratam de uma contabilidade paralela da empresa, que foi alvo da 26ª fase da Lava Jato, deflagrada na terça-feira (22). Ainda não há uma conclusão se os pagamentos são ilícitos.

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As planilhas foram anexadas ao inquérito da 23ª fase da operação, que é público, na terça.

Respostas:

Beto Mansur

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Em nota enviada à Reportagem, o deputado Beto Mansur (PP) afirma que as doações de campanha são públicas e constam da prestação de contas apresentada, aprovada e divulgada no site do Tribunal Regional Eleitoral/SP desde 2012.

O deputado diz ainda que a doação foi solicitada pelo candidato à empresa Odebrecht, e que a mesma o fez por meio do Diretório Nacional Partido Progressista, com a respectiva emissão de recibo eleitoral, tudo conforme determinava a legislação vigente na época.

Mansur explica que do valor doado de R$ 400 mil, a campanha recebeu R$ 399.986,50 (valor descontado de R$ 13,50 referentes à transferência eletrônica bancária), e que, ao longo de 30 anos de carreira pública e de 10 campanhas eleitorais sempre agiu dentro da legalidade. Ler atualização no final da matéria.*

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PSDB

Já o Diretório Municipal do PSDB em Santos esclarece que a campanha do prefeito Paulo Alexandre Barbosa em 2012 não recebeu doações da Odebrecht. A campanha contabilizou repasses financeiros de diretórios estadual e nacional do PSDB, devidamente declarados na prestação de contas feita ao TRE, conforme legislação vigente na época.

Todas as doações recebidas de pessoas físicas e jurídicas estão disponíveis no Portal da Justiça Eleitoral. As contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

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O diretório informa ainda que a Odebrecht não realizou obra pública e nunca manteve contrato com a Prefeitura na atual gestão.

Marcia Rosa

Em nota, a coordenação da campanha de reeleição de Marcia Rosa afirma que não recebeu doações da citada empresa e que toda a prestação das contas do pleito de 2012 foi devidamente enviada à Justiça Eleitoral e posteriormente aprovada, podendo ser acessada no site do TSE.

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Sérgio Aquino

"Foi divulgada no dia de hoje (23) uma lista da empresa Odebrecht com supostos pagamentos a pessoas ou candidatos. Consta em tal lista meu nome, como candidato a Prefeito nas eleições de 2012, mencionando um valor de R$ 800 mil. Esclareço que este valor não foi recebido por mim nem por minha campanha da parte da empresa Odebrecht.

Os doadores da minha campanha em 2012 constam da prestação de contas que foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral e não há doação de tal empresa. Parte dos recursos da campanha, num total de R$ 934.978, foram transferências dos Diretórios Nacional, Estadual e Municipal do partido.

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Portanto, se a Odebrecht efetuou alguma doação ao Partido e depois este repassou à minha campanha, tais valores foram declarados. Vale destacar que nas eleições de 2012 a lei eleitoral não obrigava vinculação das transferências partidárias com os doadores originais. Atualmente, está vinculação está prevista na lei. Todas estas transferências estão declaradas e encontram-se no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, com acesso público", afirmou.

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(Foto: Reprodução)

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*Atualização:

O Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal retiraram o nome do deputado federal Beto Mansur  (MDB/SP) de qualquer investigação ligada à Operação Lava Jato. Em nota, o parlamentar diz que considera correto o posicionamento das instituições.

"A decisão confirma o que o deputado informa desde o início da investigação, de que ele nunca esteve envolvido em qualquer tipo de corrupção ou pagamento de propinas e que o trabalho do MP, mais uma vez, reforça a lisura e a correção de suas prestações de contas eleitorais e da sua conduta como parlamentar ao longo de 30 anos de vida pública".

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