Polícia Federal encontra envelope com R$ 216 mil na casa de ex-Dersa

Paulo Vieira de Souza é apontado pela Operação Lava Jato como operador do PSDB e da Odebrecht

A Polícia Federal encontrou um total de R$ 216.015,02 em um envelope de segurança na casa do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado pela Operação Lava Jato como operador do PSDB e da Odebrecht. Os valores estavam divididos em três moedas: R$ 93,25 mil, € 20 mil e US$ 10,128 mil.

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O dinheiro foi descoberto durante as buscas contra Vieira de Souza na Operação Ad Infinitum, 60ª fase da Lava Jato, que prendeu o ex-diretor da Dersa na terça-feira passada, por suspeita de lavagem de dinheiro.

O dinheiro apreendido é muito superior àquele encontrado em três contas bancárias de sua titularidade. O Banco Central bloqueou na quinta-feira, R$ 396,75 de Vieira de Souza. A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, havia ordenado o confisco de R$ 100 milhões do engenheiro.

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Foram levados pelos agentes da Lava Jato ainda documentos, computador, iPad, cartões de memória e pen drives, além de uma caixa com 11 relógios.

Antes de ser preso pela Lava Jato do Paraná, o operador estava em recolhimento domiciliar integral e monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica desde setembro do ano passado, por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. O ex-diretor da Dersa já havia sido preso duas vezes pela Lava Jato em São Paulo no ano passado. Vieira de Souza é réu de duas ações penais da operação em São Paulo.

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Defesas

Responsável pela defesa de Paulo Vieira de Souza, o escritório Santoro Advogados nega que ele tenha cometido irregularidades. Em nota, a Odebrecht diz que “tem colaborado de forma eficaz com as autoridades em busca do pleno esclarecimento dos fatos narrados pela empresa e seus ex-executivos”.

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Também em nota, o PSDB de São Paulo afirma “que não é parte no processo em questão e não mantém qualquer tipo de vinculo com o sr. Paulo Vieira, jamais recebeu qualquer contrapartida de empresas nem autorizou terceiros a fazê-lo em seu nome”.