PF abre inquérito e morte de Marielle Franco pode ser, enfim, desvendada

Nos últimos anos foram inúmeras as tentativas de obstrução das investigações

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018 | Arquivo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou hoje que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” do assassinato de Marielle Franco. A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram executados a tiros em março de 2018, no Rio de Janeiro. 

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Ao UOL, Dino afirmou que a parceria do governo federal com o Ministério Público do Rio de Janeiro deverá acelerar o andamento e a conclusão das investigações.

Segundo Dino, é competência da PF apurar casos com “repercussão interestadual ou internacional e exijam repressão uniforme”. O delegado Guilhermo Catramby vai conduzir o inquérito na corporação. 

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Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelo homicídio. Ambos se tornaram alvos da investigação em outubro de 2018, a partir de uma denúncia anônima.

A apuração se baseou principalmente na quebra de sigilo de dados de celulares usados pelos acusados no dia do crime. 

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Ao longo dos anos, as investigações sobre as circunstâncias do caso têm sido marcadas por tentativas de obstrução e trocas no comando do inquérito. Só em 2022, dois delegados estiveram à frente da apuração na PC-RJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro).

Em apuração independente, em 2019, a PF encontrou provas de que houve atos de corrupção praticados por integrantes da Delegacia de Homicídios, da PC-RJ, que impediram o esclarecimento da autoria de assassinatos que envolvem milicianos e integrantes da máfia do jogo do bicho no Rio de Janeiro.