Política

PEC pode derrubar IPVA para 1% em todo o Brasil e mudar valor pago por motoristas

Proposta em análise inicial na Câmara quer fixar teto nacional do IPVA e pode reduzir imposto pago por milhões de brasileiros

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 21/03/2026 às 12:15

Atualizado em 21/03/2026 às 12:17

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Se aprovada, a proposta criaria um teto nacional de 1% para o imposto / Pedro Ventura/Agência Brasília

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Uma proposta que pode mexer diretamente no bolso de milhões de brasileiros começou a avançar em Brasília. A chamada PEC 3/2026 pretende limitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a no máximo 1% do valor do veículo em todo o país.

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O texto foi protocolado na Câmara dos Deputados com 224 assinaturas número acima do mínimo necessário para iniciar a tramitação. A proposta é de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP).

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Como funciona hoje

Atualmente, cada estado tem autonomia para definir a alíquota do IPVA. Na prática, isso significa que o valor pago varia bastante dependendo da região.

Em estados como São Paulo, a alíquota média gira em torno de 4% para carros de passeio. Já em outras unidades da federação, esse percentual pode chegar a até 6%, especialmente em categorias específicas de veículos.

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O que mudaria com a PEC

Se aprovada, a proposta criaria um teto nacional de 1% para o imposto. Isso reduziria significativamente o valor cobrado dos proprietários.

Na prática: um carro avaliado em R$ 100 mil passaria a pagar até R$ 1 mil por ano. Hoje, esse mesmo veículo pode gerar cobrança de até R$ 4 mil em alguns estados

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Além disso, o texto abre espaço para que critérios como peso do veículo e impacto ambiental sejam considerados no cálculo. Isso pode favorecer modelos híbridos e elétricos, alinhando o imposto a políticas ambientais.

Impacto bilionário nos cofres públicos

Segundo estimativas apresentadas por Kim Kataguiri, a medida pode provocar uma redução de cerca de R$ 38 bilhões por ano na arrecadação dos estados.

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Para compensar essa perda, a proposta prevê mecanismos de ajuste fiscal, embora os detalhes ainda não estejam totalmente definidos no texto inicial.

Especialistas apontam que o tema deve gerar forte debate, já que o IPVA é uma das principais fontes de receita estadual, usada para financiar áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Próximos passos

A PEC ainda está longe de virar lei. O texto precisa passar por várias etapas no Congresso:

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  • Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
  • Comissão especial
  • Votação em dois turnos na Câmara (mínimo de 308 votos)
  • Votação em dois turnos no Senado (mínimo de 49 votos)

Somente após esse processo e eventual promulgação a mudança passaria a valer.

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