PolÃtica
Proposta em análise inicial na Câmara quer fixar teto nacional do IPVA e pode reduzir imposto pago por milhões de brasileiros
Se aprovada, a proposta criaria um teto nacional de 1% para o imposto / Pedro Ventura/Agência BrasÃlia
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Uma proposta que pode mexer diretamente no bolso de milhões de brasileiros começou a avançar em BrasÃlia. A chamada PEC 3/2026 pretende limitar o Imposto sobre a Propriedade de VeÃculos Automotores (IPVA) a no máximo 1% do valor do veÃculo em todo o paÃs.
O texto foi protocolado na Câmara dos Deputados com 224 assinaturas número acima do mÃnimo necessário para iniciar a tramitação. A proposta é de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP).
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Atualmente, cada estado tem autonomia para definir a alÃquota do IPVA. Na prática, isso significa que o valor pago varia bastante dependendo da região.
Em estados como São Paulo, a alÃquota média gira em torno de 4% para carros de passeio. Já em outras unidades da federação, esse percentual pode chegar a até 6%, especialmente em categorias especÃficas de veÃculos.
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Se aprovada, a proposta criaria um teto nacional de 1% para o imposto. Isso reduziria significativamente o valor cobrado dos proprietários.
Na prática: um carro avaliado em R$ 100 mil passaria a pagar até R$ 1 mil por ano. Hoje, esse mesmo veÃculo pode gerar cobrança de até R$ 4 mil em alguns estados
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Além disso, o texto abre espaço para que critérios como peso do veÃculo e impacto ambiental sejam considerados no cálculo. Isso pode favorecer modelos hÃbridos e elétricos, alinhando o imposto a polÃticas ambientais.
Segundo estimativas apresentadas por Kim Kataguiri, a medida pode provocar uma redução de cerca de R$ 38 bilhões por ano na arrecadação dos estados.
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Para compensar essa perda, a proposta prevê mecanismos de ajuste fiscal, embora os detalhes ainda não estejam totalmente definidos no texto inicial.
Especialistas apontam que o tema deve gerar forte debate, já que o IPVA é uma das principais fontes de receita estadual, usada para financiar áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A PEC ainda está longe de virar lei. O texto precisa passar por várias etapas no Congresso:
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Somente após esse processo e eventual promulgação a mudança passaria a valer.