Operação contra o governador de Alagoas pode ter viés político, desconfia STF

Magistrados trocaram mensagens e debateram operações que ocorrem às vésperas do pleito

Paulo Dantas (MDB) vem liderando as pesquisas do 2º turno com sobras

Paulo Dantas (MDB) vem liderando as pesquisas do 2º turno com sobras | Facebook/Paulo Dantas

A ação da Polícia Federal que teve como alvo o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), despertou desconfiança em ministros do Supremo Tribunal Federal. Eles enxergaram clara tentativa de interferência no processo eleitoral —o político é do grupo do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que se opõe ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Houve troca de mensagens entre magistrados e um debate sobre ações policiais às vésperas do pleito que são feitas de forma espalhafatosa e podem influenciar na escolha do eleitor. O caso pode ser futuramente discutido no Supremo.

O afastamento de Dantas foi determinado pela ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Laurita Vaz. Ela submeterá a decisão agora a outros magistrados da Corte.

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Renan Calheiros afirma que Laurita Vaz é bolsonarista e não tinha competência legal para tomar a decisão. Procurado, o STJ não respondeu.

O senador afirmou também que a PF de Alagoas é hoje “a Gestapo” de Arthur Lira, e que, como a polícia secreta na Alemanha nazista, é usada por ele para perseguir adversários políticos.