Oito partidos anunciam pré-candidatos a prefeito em São Vicente

PMDB, Rede, Psol, PT, Solidariedade, PSD, PSC e PTB anunciaram os nomes. Os postulantes ouvidos pela Reportagem avaliaram o cenário político atual da cidade

As eleições para prefeito e vereadores serão realizadas apenas no dia 2 de outubro, mas o quadro eleitoral, em São Vicente, já começa tomar forma. Oito partidos (PMDB, Rede, Psol, PT, Solidariedade, PSD, PSC e PTB) anunciaram oficialmente os nomes de pré-candidatos ao Executivo. Se isso se confirmar nas convenções partidárias, que devem ocorrer a partir do dia 20 julho, essa será a eleição, realizada nas últimas duas décadas, que os vicentinos poderão escolher entre um maior número de postulantes à Prefeitura.

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Ao contrário da eleição passada, onde mais de 20 partidos coligaram em torno de um nome, neste ano, o candidato com maior adesão não deve reunir o apoio de tantos partidos. Outra mudança no cenário é que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), do vice-governador e ex-prefeito de São Vicente, Márcio França, que nas últimas duas décadas lançou candidatos à Prefeitura, tendo vencido as disputas de 1996 a 2008, não terá postulante próprio ao Executivo. 

Nas últimas duas semanas, o Diário do Litoral conversou com os oito pré-candidatos à Prefeitura. Do total, quatro estão em seu último ano de mandato na Câmara Municipal. Um já foi vereador na cidade e deputado estadual. O atual prefeito Luis Cláudio Bili não confirmou se disputará a reeleição.

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Crise política

São Vicente enfrenta uma de suas piores crises políticas. Com um orçamento de R$ 1,08 bilhão, o município passa por muitas dificuldades. Das certezas do cenário político de São Vicente, após as eleições de outubro, a única, até então, é que o futuro prefeito terá muito trabalho pela frente.

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Pré-candidatos avaliam cenário político da cidade

Os pré-candidatos entrevistados pelo Diário do Litoral fizeram uma avaliação do cenário político da cidade. A maioria dos postulantes falou da necessidade de mudança do modelo de gestão do município e do enxugamento da Administração Municipal, que conta com aproximadamente mil cargos de confiança.

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Pedro Gouvêa, pré-candidato do PMDB, disse que o cenário político não é favorável. “É uma disputa bastante difícil. Uma disputa onde falar de política é um grande desafio. Isso não só em São Vicente, mas em todo o País. Mas nós queremos hoje fazer com que a boa política se sobreponha a má política. A política que não traz resultados”, afirmou. 

De acordo com Kayo Amado, pré-candidato da Rede, o pleito de 2016 deverá ser observado sob o olhar de mudança. “A gente conhece a realidade partidária vicentina e sabe que estamos vindo de duas eleições, na última 21 partidos coligaram em torno de um candidato, na penúltima 19 partidos se eu não me engano. A gente tem o conhecimento que a maioria dos partidos políticos na cidade não tem uma posição de dependência por viverem na lógica brasileira”, afirmou.

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Maykon Rodrigues, pré-candidato do Psol, também afirmou que o momento é propício para mudança. “A cidade precisa de novas lideranças e que não estejam ligadas aos partidos que compuseram chapas neste governo ou em administrações anteriores. Os antigos gestores governaram por interesses próprios. Não há uma preocupação com a cidade”.

Para o pré-candidato do PT, Alfredo Martins, a disputa não será fácil. “A eleição deste ano vem em um processo muito difícil porque São Vicente passa por uma crise fiscal. Isso tem um impacto muito grande para a cidade. Nós temos um processo que, infelizmente, o próprio Bili, quando eleito, perdeu a grande possibilidade de fazer o enfrentamento da questão da gestão da cidade”, afirmou.

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Já para Paulinho Alfaiate, pré-candidato do Solidariedade, a eleição deste ano será mais democrática. “Acho que o fato de ter vários candidatos é ótimo. As pessoas vão ter opção de escolha. Da outra vez foi o projeto que se apresentava contra o projeto novo e acabaram optando pelo novo projeto. Agora vamos ter várias opções. A democracia é assim”, destacou. 

Júnior Bozzella, pré-candidato do PSD, disse que o momento é de renovação. “Isso só é possível porque houve o rompimento de um ciclo, que foi no último processo eleitoral. Onde ficou claro que existe outras frentes com condições de fazer o debate. Isso acaba oxigenando e permitindo que acabasse aquele ciclo de ditadura que São Vicente viveu nos últimos anos”, afirmou.

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Para Davi Morgado, pré-candidato do PSC, o número de candidatos é um ‘jogo político’. “Vai começar haver muitas estratégias políticas. Politicagem. Apelidei esses governantes de coronéis sem patentes. Eles costumam fazer a arcaica e velha política, que é jogar um monte de candidatos para atrapalhar a votação”, destacou.

Já Luciano Batista, pré-candidato PTB, avaliou que São Vicente vive um período político confuso, porém positivo. “Criou-se em São Vicente uma convulsão política. Tem o Legislativo e o Executivo em convulsão que não sabe muito bem o que fazer com a cidade. Isso acaba estimulando ou desafiando lideranças políticas a se lançarem candidatos”.